Publicado por: protouro | 12 de Setembro de 2013

Tauricidas e Serviço Nacional de Saúde

As touradas, largadas de touros, touros à corda, etc., não têm como consequência única a morte de bovinos e cavalos, implicam também ferimentos graves e muitas vezes a morte de pessoas.

Enquanto que os “artistas” tauromáquicos e certa populaça na maioria das vezes inebriada, escolhem estar nesses espectáculos ou “divertimentos” populares, os animais não tiveram escolha.

É certo e sabido que para aqueles que governam este país, a vida dos animais vale o mesmo que uma cadeira, no entanto, a vida dos cidadãos deveria valer alguma coisa.

Ano após ano, durante a chamada época tauromáquica e durante as festas populares que envolvem touros, dezenas de pessoas são feridas ou morrem mas para os nossos governantes isso é algo que não interessa, caso contrário já teriam sido implementadas medidas para acabar com estas perversões que ora matam ou deixam pessoas inválidas para sempre.

Legisla-se por tudo e por nada. Se alguém dá um traque legisla-se, se alguém se constipa legisla-se e por aí fora. Em termos de legislação, o nosso país deve ser o país mais prolífico do mundo.

No entanto quando se trata de legislar no sentido de evitar mortes e incapacitados devido a estas “festas” e espectáculos bárbaros temos um legislador mudo e quedo.

E porquê? Porque aqueles que legislam têm interesses directos ou indirectos na indústria tauromáquica.

Tudo isto custa uma pipa de massa ao país!  Os que morrem,  só têm um custo, o funeral. Os feridos e os inaptos custam milhares ao SNS que é afinal sustentado por todos os contribuintes.

Entretanto, muitos doentes, veem os apoios do SNS serem cortados e muitos morrem por não terem dinheiro para se tratar e porquê, porque o Estado os priva de uma assistência médica condigna.

Mas para os tauricidas, que são responsáveis directos pelos acidentes dos quais são vítimas, não existem cortes no SNS.

Eis dois exemplos:

Esta mulher pôs deliberadamente a vida em risco e foi internada no hospital de Santarém e quem pagou? Nós.

ana rita colhida

Este homem pôs deliberadamente a vida em risco e em internamentos e tratamentos custou uns milhares de euros ao SNS. Quem pagou? Nós.

forcado nuno mata

Basta! Esta gente não pode continuar a beneficiar do SNS em detrimento daqueles que não expuseram as suas vidas. Se os legisladores não têm coragem para acabar com este tipo de espectáculos, então que legislem no sentido de excluir de uma vez por todas o acesso destas pessoas a hospitais públicos. Se arriscam a vida estupidamente então que paguem os seus tratamentos em hospitais privados.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Concordo inteiramente. Colocar deliberadamente a vida em risco não é o mesmo que sofrer um acidente como, por exemplo, numa competição desportiva. Mas aqui, nas touradas e “espectáculos” com touros, há o pormenor de estarem a ser utilizados animais contra a sua vontade. E quem fala de touradas fala dos circos…
    Eles, tauricidas e políticos poderão pegar na descabida comparação entre a tourada e as corridas de carros, como os rallyes, etc., como já o fizeram, em que as pessoas estão igualmente expostas ao perigo; de uma forma ou de outra, é a pessoa que se quer expôr e mais, sendo toureiro, à partida devia, apenas e só, ser tratado/socorrido em hospital particular e, já agora, pagar os mesmos impostos que os outros pagam, pois parece que estão isentos de alguns e ganham bem demais para o “trabalho” sangrento que fazem.


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