Publicado por: Prótouro | 12 de Fevereiro de 2019

O Partido do Táxi e a Defesa do Mundo Rural

O presidente da juventude popular do CDS Francisco Rodrigues dos Santos numa audiência com a CAP (Confederação de Agricultores de Portugal) afirmou que para existir um mundo urbano tem obrigatoriamente de existir um mundo rural, mundo esse que tem impacto social no país tal como a caça, a pesca, a columbofilia ou a tauromaquia.

jp do cds e cap

Estamos fartos de fedelhos e deputados bafientos que esgrimem estupidamente a falácia do mundo rural para defenderem o indefensável ou seja, que abusar maltratar e matar animais em nome do divertimento faz parte do mundo rural.

E a prova que tudo isto é uma mentira descomunal propagada à exaustão por políticos e deputados corruptos, está plasmada no relatório de 2018 da IGAC que afirma, que as localidades com mais touradas são Lisboa (14 espectáculos) e Albufeira (25 espectáculos).

Pois é as localidades não são Alter do Chão, Viana do Alentejo ou Monforte só para citar três exemplos mas sim e repetimos Lisboa e Albufeira.

Ora se não estamos em erro Lisboa é a capital do país e Albufeira uma estância turística no Algarve portanto de que mundo rural é que estamos a falar?

Uma vez mais se prova que esta estória da defesa do mundo rural mais não é que uma falsidade para sustentar os gostos perversos de uma minoria que adora assistir à tortura e morte de seres sencientes!

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Pois, o que os putos não sabem é que o “mundo rural” que eles defendem já não existe. Bem, existe apenas nas mentes dos poucos reformados espalhados pelas aldeias do país que os aficionados parasitam. Reformados esses que durante décadas não tinha acesso a nada que não trabalho no campo, religião e touradinhas. Hoje? O “mundo rural” de que eles tanto suspiram desapareceu no dia em que um engenheiro agrónomo com um tractor conseguiu trabalhar 15 hectares de terra sozinho. Com a agricultura cada vez mais automatizada e educação generalizada, o mundo rural que eles tanto suspiram há muito que desapareceu. Que estes broncos insistam em manter a sua mente no século XVI é lá com eles, mas que evitem gastar recursos e andar a fazer perder tempo ao resto a tentar convencê-los de uma realidade que há muito que desapareceu. Tirando meia dúzia de nulidades da mesma família deles que ainda empestam o interior português, a maioria do pessoal só vai à aldeia ver os velhotes para passar o fim de semana longe da cidade onde trabalham e estudam. Até mesmo os poucos que ainda trabalham na agricultura são muito mais educados e cultos que qualquer um destes nulos. E assim que a educação de entranha, a tradição e a tauromaquia depressa se estranha.
    Há dias passei por uma vila alentejana onde até à 10 anos era comum passar por carros com o autocolante do touro espanhol na traseira, que é uma espécie de certificado de burrice lá do sítio e um aviso para ter muito cuidado ao ultrapassar pois é provável que o condutor esteja perdido de bêbado. Há 10 anos estes autocolantes eram comuns, há 5 começaram a desaparecer e na última vez que passei por lá, voltei a ver autocolantes no para choques mas agora do I.R.A! Mais que outra coisa, isto reflecte o estado de penetração da educação nas populações do interior: o avô era analfabeto e aficionado e foi quem colou o touro na traseira, o pai que têm o ensino básico, ainda foi a umas touradas em novo mas não lhe acha muita piada e tirou o autocolante. O filho por outro lado está a acabar um curso superior e não só não quer nada com a tauromaquia como a insulta directamente desta forma. Se calhar antes de chorar pelo “mundo rural” convinha primeiro dar uma voltinha pelo interior para se ter uma ideia do que se fala.


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