Publicado por: protouro | 24 de Maio de 2018

Mais Parvoíces da Mattamouros

A administradora de insolvência do Campo Pequeno numa entrevista dada a uma website tauromafiosa lamentou-se que não consegue acabar com as manifestações anti-touradas.

De acordo com a tipa e citamos:

“A Câmara Municipal de Lisboa pura e simplesmente diz que eles têm o direito de se manifestar. O Direito de se manifestar que eles fazem, na minha opinião, não é legal. O que eles fazem é, imediatamente no dia a seguir a saberem o nosso calendário enviam para a Câmara Municipal [o pedido de manifestação], a lei diz que têm que ser cinco entidades, eles enviam cinco assinaturas, algumas delas até são decalcadas, eles enviam para a Câmara Municipal e dizem que neste dia vamos lá estar e depois não respeitam, na minha opinião, a verdadeira acepção do verdadeiro direito da manifestação.

Manifestar não é agredir as pessoas verbalmente. E eles agridem as pessoas verbalmente. Eles chamam, muitas vezes, nomes como assassinos, filhos disto, filhos daquilo, filhos de aquele outro, e isto para mim é uma agressão verbal. Eles não podem fazer isto, na minha opinião.”

mattamouros

Mas as parvoíces não se ficaram por aqui e voltamos a citar:

“Como administradora intentei duas acções judiciais. Uma, um procedimento cautelar, que é uma forma muito rápida para tentar travar esta forma, eu não quero travar a manifestação, quero travar é esta forma de manifestação. Foi indeferido. Neste caso foi porque um procedimento cautelar é um processo urgente e o tribunal entende que não é um processo urgente. Disse que era um processo que podia ser julgado de uma forma não urgente e portanto de uma forma normal. E a acção continuou. Nós perdemos o procedimento cautelar, mas a acção está intentada e portanto eu não sei se são, dois, quatro ou seis anos…eu sou jurista e sabemos como são as acções em Portugal.”

Esta gaja tem uma lata do caraças já que o que ela quer é controlar não só a forma como as manifestações decorrem, mas também, as palavras de ordem que são proferidas.

Em vez de gerir a insolvência da praça de tortura ( e isso também implica não dar borlas ao marido e à filha que estão sempre presentes na trincheira em todas as touradas), a preocupação desta fulana é gastar dinheiro em processos judiciais para tentar travar dois direitos constitucionais o de manifestação e o de liberdade de expressão.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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