Publicado por: protouro | 7 de Maio de 2018

“A paixão dos toiros num cenário de filme”

Este é o título de um extenso artigo publicado pelo “Diário de Notícias” que tem como única e exclusiva finalidade branquear o sórdido negócio dos criadores de bovinos. Bovinos esses que são torturados num espectáculo medieval que ainda perdura neste país em 2018 graças aos deputados corruptos que se vendem por dez réis de mel coado à tauromáfia.

Negócio esse que só sobrevive graças ao assalto aos bolsos de todos nós, ou seja, através de subsídios escandalosos que são roubados literalmente dos impostos que todos nós pagamos.

O artigo é dedicado à ganadaria Murteira Grave e afirma entre outras coisas que na herdade da Galeana os touros vivem livres e felizes até ao dia em que demonstram toda a sua bravura numa arena.

murteira grave

A meio do artigo com quilómetros de parvoíces o veterinário e proprietário da herdade Joaquim Murteira Grave diz e citamos:

“É uma questão de preservação de uma espécie e de todo um ecossistema. Se não houver lide não haverá toiro de lide, porque há animais muito mais eficientes a produzir carne. Quando me perguntam se tenho pena dos animais, tenho, e é exatamente por isso que defendo o toiro bravo; tenho pena dos cães que vivem em apartamentos nas cidades, capados por egoísmo dos donos e que vão fazer chichi às 16.20, quando o dono pode. Aqui os toiros têm uma vida de luxo, nenhum outro bovino tem a vida que aqui vê.”

Mas a senilidade precoce não o impediu de vocifrar mais enormidades e voltamos a citar:

“O que não significa que nós, homens, não tenhamos deveres para com eles. Mas eu costumo dividir os animais em três categorias: os de companhia, a quem devemos afeto, amor, que é o que eles nos dão também; os domésticos, aos quais devemos proporcionar boas condições de vida para que nos deem a carne, o leite, a lã, os ovos; e os selvagens, a quem devemos a manutenção dos ecossistemas onde vivem para que não desapareçam. O toiro bravo não está em nenhuma destas categorias. É um animal essencialmente bravo, o que significa que põe o valor intrínseco do seu combate acima da sua própria dor. Os animais não são masoquistas: se tiverem uma dor horrorosa não repetem. A bravura do toiro é o que legitima intelectualmente a corrida, não vamos fazer uma corrida com um animal que não o toiro bravo. A questão é que os animalistas transportam aquilo para o seu cão ou gato e não querem vê-lo com um par de bandarilhas! Mas ninguém quer (sic).”

Portanto para este tipo os animais estão divididos em três categorias e como o touro não se insere em nenhuma delas é caso para dizer que o homem ensandeceu já que deve pensar que o bovino a que ele chama touro de lide é uma coisa ou seja, não tem senciência e como tal não experiencia dor, sofrimento, medo e etc.

Se este fulano ao invés de ter obtido o diploma num vão de escada fosse um verdadeiro veterinário, saberia, que todos nós somos animais e como tal, todos experienciamos dor, sofrimento, medo, etc., mas não este gajo é somente um verdugo que vive à pala dos subsídios dos contribuintes nacionais e europeus!

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Peço desculpa por ter posto o video-link enganado no comentário.
    Era para ser ESTE: https://www.facebook.com/temple.geinjou/videos/2162371423994132/
    Para mostrar que o proselitismo taurino não olha a meios.

  2. Os dirigentes taurobroncos seriam cómicos se não fossem tão crueis com as suas vitimas designadas. Essa gente não se enxerga. Quanto mais aparecem, mais se vê o monstruosos que são.

    E então e a pró-bosta de cáca, anda a fazer cobranças sindicais por cada acto de tourada? A confirmar-se… é muito suspeito. Fazer marca registada duma presuposta ou alegada “tradição”, de alguma forma cobrar… não será de reles pirataria?

    Tenho uma outraa curiosidade… se andam a pagar ao Diário de Noticias para terem tempo de antena com publicidade tão escabrosa.

    • Claro que andam a pagar ao DN e se o jornal não fosse um jornaleco poria em todos os artigos que enaltecem a tauromaquia “conteúdo pago pela prótoiro”.

      A “prótoiro” a cobrar o dízimo tal como uma seita não é nada que nos surpreenda, afinal, os acéfalos precisam de dinheiro para comprar deputados, pagar viagens ao Hélder Milheiro para proferir uma cambada de bacoradas e pagar aos fornecedores as t-shirts,pulseiras,etc.


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