Publicado por: protouro | 10 de Setembro de 2015

Gente Desprezível

Rodrigo Guedes de Carvalho escreveu um artigo na “TV Mais” contra a caça e outras atrocidades perpetradas contra animais.

Excelente artigo que deve ser lido por todos os bárbaros que se dedicam a matar animais quer por desporto quer por diversão.

“O nojo, mais uma vez
A vida selvagem vai desaparecendo por causa de atrasados mentais

04.09.2015
Rodrigo Guedes de Carvalho

Cecil e o dentista assassino

Quando estou a pensar escrever sobre um horror, eis que um outro se mete à frente, e assim se vão acumulando. Permitam-me, porque ainda não o fiz, insultar de tudo o que possam pensar, e ainda mais um pouco, aquele dentista norte-americano que matou, com requintes de crueldade, um leão que vivia pacificamente a sua vida na savana e se deixava ver e fotografar, como símbolo de uma vida natural e selvagem que se vai perdendo.

Que se vai perdendo e desaparecendo precisamente por causa de atrasados mentais como esse médico dentista e tantos outros milionários que não sabem bem o que fazer para se divertirem, e que julgam exibir masculinidade na cobardia suprema de apontar uma arma a animais inocentes e disparar, a sangue-frio e sem uma hesitação.

E depois, como se não bastasse, decapitarem o bicho para exibirem a cabeça na sua sala milionária, um troféu patético que será admirado apenas por homens e mulheres iguais a eles, pobres tontos cheios de roupas de marca e plásticas, desprovidos de coração, inteligência, ou qualquer capacidade de dádiva ao mundo. As fotos que depois circularam, quando se descobriu quem tinha sido o atrasado mental, demonstraram estarmos, de facto, perante uma besta, que pega em milhares de dólares que poderiam fazer a diferença na vida de tanto necessitado, e os aplica a pagar uma crueldade sem tamanho.

Além do leão, havia fotos com elefantes, leopardos e até perigosíssimas… girafas. Animais abatidos, deitados aos seus pés numa humilhação para além da morte, enquanto o médico sorri, com o seu sorriso frio e diabólico, julgando, pobre criatura, impressionar-nos com a sua proeza. Não tenho mais nada a dizer, porque o que me ocorre talvez não seja bom confessar.

Mas o dentista americano, já todos infelizmente o sabemos, não está sozinho neste mundo. Há tantos e tantos atrasados mentais como ele, a começar pelo nosso querido país, onde tantas e tão variadas crueldades se multiplicam. Por cá, não são tantos os milionários que vão a África gastar milhares para assassinar animais em vias de extinção.

Por cá, é mais ao nível do pequeno pilha-galinhas da maldade: entre inúmeros exemplos, destaco, com tristeza, aquele ou aquela, ou aqueles, que foram capazes de meter um cão num saco e deitá-lo num caixote do lixo. Vivo, a agonizar. É difícil, caramba, imaginar crueldade maior do que a morte certa com tortura.

Ou aqueles, apanhados em vídeo que circulou na internet, que vão a um canil atirar um cão por cima do gradeamento… Não sei, mesmo, e acho que morrerei sem saber, o que pode passar pela cabeça desta gente. E é por isso que lhes chamo atrasados mentais, sem hesitação e com justificação.

Atrasados mentais porque só alguém com uma diminuição qualquer no cérebro pode ficar, ou viver eternamente, tão desprovido de sentimentos. Atrasados mentais porque o seu cérebro não consegue distinguir entre o bem e o mal, nem mesmo na sua diferenciação mais básica, que não tem a ver com ideologias, religiões, ou convicções de outra ordem. O bem e o mal em estado puro, aquilo que dizem que apenas os humanos podem diferenciar.

Aquilo que devia ser a nossa capacidade de perceber que estamos a magoar. E sabem, caramba. O que me revolta, ainda e sempre, é precisamente isso. Os atrasados mentais que sabem perfeitamente que estão a infligir dor e que, ainda assim, avançam. Tenho pena de pertencer à mesma espécie. Pena, não. Nojo”.

Todos estes desprezíveis deveriam ser internados compulsivamente porque tal como o Rodrigo Guedes de Carvalho afirma são sem dúvida atrasados mentais.

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Responses

  1. Desde a grande maioria dos políticos, passando pela Igreja Católica (com algumas honrosas exceções) e pelos meios de informação, a verdade é que não existe um verdadeiro interesse em defender e lutar pelos direitos dos Animais (não humanos). Quando um canal da televisão estatal transmite regularmente esse famigerado ‘espetáculo’ a que chamam ‘tourada’, que se pode esperar daqueles que o jornalista designa, e muito bem, por atrazados mentais´’?

  2. Porque não criar um tipo de caça género paintball? Satisfazia o “instinto de caça” que o homem diz ter herdado dos seus antepassados primitivos, e não provocava ferimento e/ou morte do animal… Quanto aos troféus, que os façam em gesso!


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