Publicado por: protouro | 10 de Julho de 2015

Os Aficionados Emprenham Pelos Ouvidos

A “Prótoiro” como de costume mente com quantos dentes tem na boca. A propósito das declarações do Vereador da Câmara Municipal de Évora, João Rodrigues, sobre a tauromaquia, de imediato se apressaram a emitir uma espécie de comunicado onde afirmam que as autarquias não têm poderes para proibir touradas.

Já por várias o dissemos mas voltamos a repetir, as autarquias têm poderes para proibir touradas, porque são as autarquias que têm competência para licenciar ou não espectáculos tauromáquicos em praças ambulantes. Além disso, se uma atarquia for proprietária de uma praça de touros fixa, também tem poderes para não autorizar tais espectáculos, como é o caso de Viana do Castelo que tendo comprado a praça de touros proibiu a realização de touradas.

protoiro mentirosos compulsivos

Mas as aldrabices da “Prótoiro” não se ficam por aqui e no referido comunicado afirmam e citamos:

“Recorde-se que o município de Évora, no final de 2012, integrado na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, declarou a Tauromaquia como Património Cultural Imaterial, de acordo com os critérios da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, estando, assim, obrigado a preservar e difundir este património no seu concelho”.

Pura mentira, a Câmara Municipal de Évora chumbou em 2012 a declaração da tauromaquia como património cultural imaterial, mais a proposta redigida pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, apresentada ao Conselho Intermunicipal da CIMAC no dia 4 de Setembro de 2012, não foi aprovada por unanimidade, como consta da acta de 18 de Outubro do mesmo ano.
Votaram contra e/ou abstiveram-se os municípios de Évora, Montemor-o-Novo e Arraiolos.

Os aficionados emprenham pelos ouvidos e cada vez que a “Prótoiro” mente eles ficam grávidos!

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Responses

  1. Algo me diz que Évora pode vir a ser uma cidade instrumental para o fim das touradas em Portugal. É simples: por um lado fica no meio do Alentejo, a zona de Portugal que mais sofreu a nível económico e cultural nos últimos, o que explica a aderência da população local à tauromaquia. Como é conhecido, ignorância e pobreza andam de mãos dadas com a tauromaquia. Mas por outro lado, Évora possui o único pólo cultural de referência no Alentejo: a Universidade. Não é a melhor do país mas ainda atraí muitos jovens que injectam cultura e educação na população embrutecida, a qual já se encontra mastigada pela escumalha tauromáquica à demasiado tempo. Não só por isso, mas a presença da Universidade tem dinamizado a cidade em várias frentes, começando na reabilitação do Teatro Garcia de Resende e acabando nas manifestações anti-touradas que, a cada ano, aumentam de frequência e intensidade.
    Pouco a pouco, os estudantes de antes são os habitantes de hoje, e com eles, o nível cultural da cidade aumenta pouco a pouco. Por cada ponto médio de Q.I que Évora sobe, desaparecem menos 100 ou 200 aficionados no distrito.
    Quando as touradas forem abolidas finalmente nesta cidade, a eterna luta entre a cultura e a ignorância pode ser dada como terminada. Falo por experiência própria: o povo alentejano foi iludido durante anos pela escumalha tauromáquica em adoptar as suas práticas e renunciar qualquer coisa que remotamente se assemelhe a cultura. Se os alentejanos conseguirem expulsar as sanguessuga sociais dos aficionados do distrito, não há desculpa para que o resto do país não o faça também.


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