Publicado por: protouro | 16 de Março de 2015

Aficionados e Baboseiras

Todos os aficionados são peritos em dizer asneiradas a torto e a direito e um deles é o Maurício do Vale.

mauricio do vale1

Num artigo publicado no “Correio da Manhã” intitulado “Vila Viçosa, Nisa e Viana do Castelo”, afirma a propósito de Viana do Castelo o seguinte:

“A autarquia, que fechou a bonita Praça de Toiros, ignorando tradição e cultura populares, quer, agora, transformá-la num pavilhão gimnodesportivo, apenas. E aqui está o busílis: se a antiga Praça, legalmente, não pode ser demolida é porque a Lei salvaguarda, culturalmente, a Tauromaquia. Razão maior do imóvel e seu património. Lógico será, pois, que a Praça de Toiros de Viana do Castelo seja transformada num multiusos, mas continuando as corridas, tal como acontece em Lisboa, Redondo, Évora e Elvas.”

Deixe lá de escrever disparates homem nem a lei salvaguarda a tauromaquia em termos culturais nem o mamarracho de Viana é património.

Graças à parvidade de quem legisla existe uma lei que permite a carnificina da tauromaquia tão só. Já quanto à praça não ser demolida tal não se deve ao facto de ser património, mas sim porque segundo os estudos encomendados pela autarquia, tal não é necessário para a converter em pavilhão gimnodesportivo caso contrário seria demolida ponto final.

Para sua informação, a classificação de um imóvel como património é feita por lei ora a praça de tortura de Viana não foi classificada como tal o que significa,  que sendo um imóvel como outro qualquer, pode ser implodida a qualquer momento.

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Responses

  1. Aficionados a tentar intelectualizar ou racionalizar a existência de touradas..é sempre triste. Até há bem pouco tempo, no Haiti a violação de mulheres não está prevista na lei e como tal não era considerada crime. Mas será que isso torna o acto aceitável? Hoje olhamos para as touradas como olhámos para a escravatura à 100 anos atrás:é obviamente algo que vai desaparecer, mas não se percebe bem o porquê da demora. Infelizmente a consciência social raramente está sincronizada com a consciência jurídica. Se o fosse, garanto que as pessoas referiam as touradas como hoje referimos o feudalismo ou o sufrágio feminino: só nos iremos aperceber realmente da estupidez das touradas quando elas forem uma má memória do passado. E isso inclui os próprios aficionados. Já agora, aficionado é uma profissão? Ou algo passível de ser considerado uma ocupação? Nos dias de hoje é mais um insulto que um título..como racista ou machista. Certamente não é algo com que deva assinar um artigo de jornal.

    • Exactamente Ricardo.

    • Eu não diria melhor, Ricardo.

  2. E nada se perderia se fosse exemplarmente demolida aquela ruína sem boa história. Vai ser reconvertida. Espero que fique de modo a que não fique hipótese de voltar a ter tortura de animais não-humanos.

    • Espera o José e esperamos todos nós.
      Abraço


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