Publicado por: protouro | 15 de Janeiro de 2015

Deputados Vendidos ao Lobby e Torcionários Manipuladores

No dia 6 de Janeiro, foram ouvidos no Parlamento, pelo grupo de trabalho que discute na especialidade o regime de acesso e exercício da actividade tauromáquica, o Secretário de Estado da Cultura e o presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos.

A primeira deputada a pôr questões ao secretário de estado, foi a célebre aficionada Idália Serrão, aquela senhora que é habituée em praças de touros e que foi candidata à Câmara Municipal de Santarém.

A maior preocupação da senhora, à parte do facto de terem sido ouvidas entidades ligadas à protecção animal, é poder existir na lei omissões que possam comprometer o espectáculo, porque segundo ela, há que evitar que com base nessas omissões, alguém possa proceder à anulação de espectáculos tauromáquicos.

Quem a ouve, é levado a acreditar, que todas as leis paridas pela Assembleia da República são perfeitas, quando na realidade, muitas delas são ininteligíveis, estão cheias de omissões e pior que isso cheias de erros ao ponto de terem que ser rectificadas em Diário da República “n” vezes. Mas mesmo que a lei fosse perfeita, esta senhora esquece-se, que as leis não são eternas, o que significa que podem ser modificadas ou mesmo revogadas. Isto só demonstra, que a única coisa com que se preocupa, é a perpetuação deste espectáculo obsceno. Mais uma vendida ao lobby tauromáquico.

O presidente da APET, numa audição que tem a duração de uma hora,  começou desde logo por fazer um ataque aos anti-touradas afirmando que os mesmos foram recebidos pelo primeiro-ministro, quando na realidade, eles é que deveriam ter sido recebidos e tal não aconteceu, porque eles coitados são uns pobretanas e nós temos muito dinheiro! Ai Paulo Pessoa de Carvalho se a mentira matasse…

Seguidamente bate no ponto que mais os aflige, que é a idade mínima de 16 anos para tourear, porque segundo ele, essa idade não pode ser extendida aos amadores, primeiro porque não são remunerados, segundo porque têm que treinar para serem profissionais e finalmente, porque ninguém põe miúdos de 8, 9 ou dez anos de idade a enfrentar animais de 500 quilos, mas sim bezerrinhas que não são maiores que um pastor alemão e que como tal não constituem qualquer perigo.

Claro que não constituem qualquer perigo, porque o perigo não vem dos animais, mas sim dos adultos que inculcam às crianças que torturar animais em nome do entertenimento, é aceitável e mesmo moral, esse é que é o grande perigo, algo que os governantes deste país não conseguem perceber, ao ponto, de estarem dispostos a deixar bem claro na lei, que miúdos não importa que idade tenham, podem torturar animais!

Prótouro
Pelos touros em liberdade


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