Publicado por: protouro | 20 de Setembro de 2014

Uma Justiça a Duas Velocidades

Os tribunais franceses têm dois pesos e duas medidas quando toca a processos judiciais que envolvem abolicionistas e aficionados.

Quando os que se sentam no banco dos réus são abolicionistas o processo é rápido,  quando são os aficionados a sentarem-se no dito cujo, o processo anda a passos de caracol. Mas vamos a factos:

Em Maio do corrente ano, logo após a publicação do livro “Corrida La Honte”, a escultora da estátua que aparece na capa do livro, instaurou uma acção judicial contra a editora, exgindo que a capa fosse modificada uma vez que a estátua tem direitos de autor. Algo que não é verdade, porque de facto os direitos de autor da referida estátua pertencem à câmara municipal de Nîmes.

Para tal acção judicial, contou com o advogado do Observatório Nacional de Culturas Taurinas (a “prótoiro” francesa), dirigido pelo tipo mais aldrabão que existe ao cimo do planeta e que dá pelo nome de André Viard.

Em menos de quatro meses, o tribunal sentencia a editora a retirar no prazo de 30 dias todos os livros em circulação (internet incluída), e a pagar uma indemnização de 1.500 euros à escultora não a título de direitos de autor, mas sim a título de direitos morais. Uma sentença ridícula, porquanto, embora a capa do livro tenha que ser substituída, a foto essa continuará a circular na internet.

corrida la honte

Rodilhan 2011, abolicionistas invadem a arena numa manifestação pacifíca e são brutalmente agredidos por aficionados, com jactos de água, pontapés, murros, etc, sob o olhar de alguns polícias que nada fazem para impedir a agressão. Todos os agressores foram identificados, contra todos foi apresentada queixa crime e no entanto, três anos depois onde é que anda o processo?

Três anos e nenhum energúmeno se sentou no banco dos réus!

Isto só vem provar que em França, a justiça só funciona quando os que são acusados são os abolicionistas, porque quando toca aos aficionados, é caso para dizer que a mesma se verga ao lobby tauromáquico.

Se alguém ainda acredita que a França é o país das luzes, desengane-se, a França é o país das trevas e da ditadura disfarçada de democracia.

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Responses

  1. Acho muito bem que sejam corridos ao pontapé! Cabrões que estragam o trabalho dos outros e uma forma de arte mundial!

    • Quem tem que ser corrido a pontapé, são pessoas como você que acham que torturar animais por divertimento é uma forma de arte. Santa ignorância, ou será estupidez…


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