Publicado por: protouro | 21 de Junho de 2014

Sabugal Continua a Desbaratar Dinheiro para Promover Capeias Arraianas!

Quando em 2011 a capeia arraiana foi inscrita no inventário nacional do património cultural imaterial através do anúncio nº16895, publicado na 2ª série do Diário da República, a ministra da cultura era Gabriela Canavilhas notória aficionada, e o secretário de estado da cultura era outro notório aficionado que dá pelo nome de Elísio Summavielle.

Esta inscrição vergonhosa foi feita apenas com a audição da câmara municipal do Sabugal. Ora tendo em conta que se trata de inventário nacional, todos os portugueses deveriam ter sido ouvidos mas como os decisores eram e são ambos aficionados, decidiram à revelia do país proclamar tal barbaridade como património cultural imaterial.

Um dos argumentos da câmara do Sabugal prendia-se com o facto das capeias arraianas atrairem turismo e serem fonte de receita para o município.

No entanto, desde 2007, de acordo com o soitense João Duarte, existe cada vez menos público a assistir a esta prática primitiva. Esta afirmação, serve para provar, a falácia dos argumentos usados pela câmara muncipal para candidatar esta aberração a património cultural imaterial.

capeias arraianas

Em resposta a esta constatação de facto, o eleito da CDU na Assembleia Municipal afirmou: ” Quem foi que meteu na cabeça de pessoas responsáveis que cada vez havia mais gente interessada em capeias? Não foi há dois anos que a capeia até foi elevada a património? Parece que isso não serviu para nada… Bem sei que é politicamente incorrecto criticar a capeia, mas perante estes resultados, deve continuar a apostar-se no cavalo errado?”

Este tipo pôs o dedo na ferida, porque ao apostarem no cavalo errado como ele diz, têm vindo a gastar milhares de euros do orçamento municipal para promover uma trampa a que cada vez menos gente assiste. A megalomania é tal que até querem candidatar a fundos comunitários um centro de interpretação das capeias que está orçado em mais de 1,5 milhões de euros.

E enquanto não o conseguem fazer, vá de gastar mais dinheiro com uma exposição de promoção das ditas cujas no Palácio de los Águila em Ciudad Rodrigo, Espanha, exposição essa que uma vez mais será paga pelos contribuintes.

Mais um exemplo das prioridades das câmaras municipais deste país que afirmam que defendem a identidade “cultural” dos seus municípes esbanjando o dinheiro dos seus impostos!

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