Publicado por: protouro | 11 de Junho de 2014

Uma Afronta Inaceitável à Maioria dos Portugueses

Apesar do novo regulamento tauromáquico ter sido aprovado, faltando apenas a assinatura do Presidente da República para ser publicado em Diário da República, a verdade é que muito pouca gente sabe o teor do mesmo. No entanto, nós conseguimos descobrir a proposta de decreto-lei datada de Junho de 2013.

Nessa proposta, foram ouvidos entre outros, a Associação Nacional de Municípios, a secção especializada de tauromaquia do Conselho Nacional de Cultura, a Associação dos Médicos Veterinários de Actividade Taurina (taurina! Camões deve estar a dar voltas no túmulo), a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais e a Sociedade Protectora dos Animais.

No preâmbulo do projecto de decreto-lei, imediatamente salta à vista algo verdadeiramente atroz, ofensivo e inaceitável, a afirmação que a tauromaquia é parte integrante do património cultural, material e imaterial português!

Eis a prova:

proposta decreto lei regulamento tauromaquico

A tauromaquia até pode ser uma representação abjecta da cultura popular, mas jamais poderá ser património cultural material e imaterial de todo um povo, porque para tal seria necessário que todos os portugueses se identificassem com a mesma e a aceitassem como património. Ora, a realidade, mostra-nos que só uma minoria se revê nessa porcaria e o governo e a secretaria de estado da cultura sabem disso, uma vez que têm estatísticas e números que lhes permitem aferir que somente pouco mais de meio milhão de portugueses são adeptos desse espectáculo aberrante.

Não temos dúvidas, que quem plasmou no diploma semelhante atrocidade, foi comprado pelo lobby tauromáquico, assim como não temos dúvidas que as duas associações de defesa animal que foram ouvidas, deveriam cavar um buraco bem fundo e enterrar-se no mesmo, uma vez que não só colaboraram numa palhaçada, como pior que isso colaboraram com o inimigo.

Este governo até pode ter maioria, mas isso não lhe dá o direito de à revelia de todo um povo decidir que a tauromaquia é parte integrante do património cultural material e imaterial português!

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Se ao anterior regulamento pouco ligavam e pouco obedeciam, na certa veremos fazer o mesmo a este. Haver um RET português, assinado politicamente pelo governo, é inaceitável, quando único decreto decente será o que decretar a abolição das actividades do sector tauromáquico.

    O “novo” RET pouco traz de novo. Que detalhe seria de alterar? Nenhum. É de apagar essas tristes páginas todas. Se os governantes e agentes do Estado não entendem que estão a mimar os que estão errados… é gente que não presta para altos cargos.

    Há um vício de querer que existam organização, com siglas para tratarem dos assuntos de cidadania. E isso está a notar-se demais neste tema. De ambos os lados não faltam tentativas de organizar em pequenos grupos de pressão, que pelo nome das páginas e blogs fazem passar as suas respectivas mensagens. Muito bem. Mas ao analisar por alto essas siglas, esbarra-se com a falta de eficácia prática. E já para não falar nos grupos que são pouco mais do que uma página na internet. Demasiada gente confia na politica dos lobbys da corrupção de bastidores, entrega-se o poder de escolha quem o pedir, se parecer que faz o trabalho. É a maneira do trabalho ficar por fazer. E isso vale tanto para a prótoiro/atct como para a Basta, que servem para gastar tempo em adiamentos, em debates e negociações a fingir. Mas quando há tourada, o sangue e o terror são a sério.

    Quando nos impõem este “novo” RET e vão dizendo que é fruto de negociações, consensos estudados e tudo o mais, que fomos representados pela LPDA, SPA, Basta… estão a mandar areia para os olhos das pessoas, para que não se veja que estão todos feitos com a tauromáfia (na certa temos lá, a representar os animais, boas pessoas com vontade de alcançar a abolição, mas mais em termos pessoais do que na dominância das organizações que visivelmente compactuam com os taurinos). Afinal, pouco muda, as farpas continuam com as mesmas medidas quando deviam de estar a ser banidas. Que organizações são essas que servem para branquear negócios de sangue e tortura, cúmplices da crueldade de Estado?

    Bem esteve a Associação Animal, que se recusou a participar na sopa podre e a combinar os detalhes das regras de torturar animais.

  2. O pior ainda é que quem esteve nas negociações do RET em nome dos animalistas foi a BASTA, e fez um péssimo trabalho. A LPDA e a SPA de Lisboa basicamente delegaram na BASTA a representação dos animalistas. Informação fidedigna de quem esteve por dentro do processo Vasco Reis

    • Dr. Vasco os nossos agradecimentos pela informação que ajuda e de que maneira, a clarificar o porquê desta aberração constar na proposta de decreto-lei. Só nos resta dizer que com amigos destes quem é que precisa de inimigos!!!
      Pela nossa parte, aguardamos que as associações que aceitaram participar nesta fantochada expliquem, se é que conseguem, porque é que o fizeram traindo milhares de portugueses que lutam pela abolição da tauromaquia.

    • É sempre bom ir sabendo as verdades, Dr. Vasco! Claro que a ANIMAL não participaria nunca na tal sopa podre de que falam acima.

  3. Qualquer modalidade tauromáquica, seja não cruenta (sem derramamento de sangue) ou cruenta (com derramamento de sangue), implica sempre sofrimento psicológico e físico dos animais envolvidos, logo é sempre cruel.
    logo, não pode ser aceite, nem tolerada e muito menos pactuada por qualquer indivíduo, grupo ou associação animalista.
    Defendo esta atitude desde sempre.


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