Publicado por: protouro | 3 de Fevereiro de 2014

Garraiadas e Praxes

Várias são as universidade públicas e privadas, onde alguns estudantes se divertem a humilhar e a torturar bovinos em garraiadas académicas.

garraiada academica

E várias são as universidade públicas e privadas, onde alguns estudantes se divertem a humilhar e a torturar os chamados caloiros.

praxe academica

A universidade é um local de educação não de humilhação. Num local de educação, não podem ser admitidas práticas violentas levadas a cabo quer contra pessoas quer contra animais.

No entanto, o que se verifica é que muitos estudantes ao invés de estudarem, envolvem-se em actividades que em nada os dignificam tal como abusar e torturar quer colegas quer animais.

Tal como os que defendem touradas e afins, afirmam que a praxe é uma tradição.

Tradição!!! A tradição mais não é que a personalidade dos imbecis e serve sempre como desculpa para justificar o injustificável. Se certas tradições fossem aceitáveis, ainda hoje teríamos circos romanos.

Esta minoria de estudantes e queremos acreditar que são uma minoria, que se dedicam a estas práticas obscenas, deveria ser proibida de frequentar uma universidade uma vez que não têm a capacidade para discernir entre o que é moral e imoral.

Tal como as garraiadas académicas, as praxes são uma aberração e não existem praxes boas e praxes más, existem abusos ponto final.

Abusos esses que são criminalmente punidos se quem for abusado o denunciar o que na maior parte das vezes não acontece, porque o abusado tem medo das consequências. O abusado sofre em silêncio mas no seu íntimo, o que deseja é o dia em que possa passar de abusado a abusador, essa é a sua vingança final. Um ciclo vicioso que não terá fim a menos que estas práticas sejam abolidas.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Não gosto de tradições sanguinolentas e aparentadas, não gosto de trajes nem de fardas. Se o traje académico antigamente tinha uma função útil hoje está totalmente banalizado. Sei que lá para trás os estudantes pobres, de Coimbra, utilizavam a capa para encobrirem a roupa remendada ou rota… hoje serve para se distinguirem e mostrarem superioridade.

  2. Estas imagens são o retrato fiel do país que temos e que muitos teimam em manter. Gente bronca que entra bruta numa universidade e sai de lá igualmente bruta com o acréscimo de arrogância por, no fim do curso, carregarem um dr atrás do nome, como se isso fosse sinónimo de superioridade (intelectual ou outra), supremacia, etc. quando muitos nem a língua portuguesa sabem escrever/falar correctamente.

    Infelizmente são estas imagens que passamos para o exterior e que nos identificam como país atrasado. A brutalidade defendida pelo poder instituído. Deu-se o 25 de Abril de 1974 mas os portugueses estão na mesma! Iletrados e apáticos perante tudo o que se passa e nos mantém presos ao fundo.


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