Publicado por: protouro | 30 de Julho de 2013

O Touro Investe em Situações de Perigo e Dor

José Barrinha da Cruz, é aficionado e autor do livro “O Toiro de Lide em Portugal”.

Eis como o mesmo descreve o “Comportamento Anímico do Toiro de Lide”.

“No campo o toiro é normalmente pacífico, como todos os herbívoros, só sofrendo alterações de ânimo por motivações alheias, tais como ser-lhe vedado o acesso a um lugar da sua predileção (querença natural) ou ser vencido numa luta com um ou mais companheiros de manada, em períodos de cio, em que, para além de maltratado e ferido fisicamente, adquire ânimo rancoroso, que o faz vingar-se em terceiros, animais ou humanos, alheios às causas do seu humor.
Quando nesta situação, o toiro perde o seu instinto pacífico e gregário e afasta-se dos restantes elementos da manada, sendo muito perigoso, mesmo para os campinos, que ele bem conhece e a quem obedece normalmente com docilidade.
Na praça, o toiro é passível, pelo seu comportamento, de duas classificações: bravo ou manso.
O que é, pois, a bravura do toiro de lide?
A bravura é o barómetro do crédito de uma ganaderia, do seu ferro e divisa, é o factor condicionante do luzimentos do toureiro, seja cavaleiro ou espada, da garantia da satisfação dos públicos e a última razão de ser do luminoso espectáculo que é a corrida.
À primeira vista, e de forma empírica, a bravura é o instinto de acometida, própria de alguns, poucos, herbívoros, onde o caso do toiro é «sui generis».
Em definitivo, a bravura pode definir-se como uma de tantas manifestações de instinto defensivo dos animais, como são a fuga, o amoitamento, a simulação da morte ou o mimetismo.
E se é verdade que, no campo, a fuga é o meio mais corrente de libertação de um perigo iminente, quanto ao toiro de lide esta não é sempre a regra, visto que o carácter irritável e nervoso do toiro, além da convicção da sua força e poder, o leva a tentar iludir o perigo, através da acometida.

É por isso que, à pergunta de «porque é que investe o toiro?», se responde que ele acomete ante situações de perigo, dor ou contrariedade – contrariedade por se ver afastado do seu «habitat» natural – resultante de se encontrar encerrado num recinto fechado, cheio de luz, ruído e gritos do público, cites de toureiros, tudo factores que conseguem provocar uma extraordinária excitação no sistema nervoso deste herbívoro.”

touros no seu habitat

Com este texto, o autor confirma aquilo que todos os abolicionistas afirmam há séculos.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Faltou ao articulista realçar no último parágrafo, que a dor provocada pelas bandarilhas reforçam a determinação do touro em combater os agressores.
    Declaram aficcionados que a lide com touros protegidos pelo velcro é sensaborona, visto que os animais não se prestam bem ao combate por não serem feridos e não lhes ser causada dor.
    Por isso têm, pelo menos às vezes, sido descobertos ao colocarem objectos entre o velcro e o dorso do touro que picam dolorosamente na lide sob a pressão das pseudo bandarilhas em que os arpões são substituidos por ventosas.

  2. Eles nem se dão conta do que dizem…


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