Publicado por: protouro | 20 de Maio de 2013

O Insulto e a Desonestidade Mental de um Filósofo

É por demais consabido que nos países retrógados onde ainda existem touradas, existem intelectuais da treta que não têm o mínimo pudor em defender o indefensável.  A lista não terá tantas folhas como um rolo de papel higiénico mas quase.

Não falamos do aficionado da esquina que abre a boca e diz o que lhe vem à cabeça, falamos de pessoas cultas ou neste caso supostamente cultas que são professores universitários, escritores, filósofos, etc.

Que essas pessoas sejam aficionadas e que consequentemente defendam o seu vício não é nada do outro mundo porque pau que nasce torto nunca se endireita.  No entanto, o que é completamente inaceitável é que essas pessoas tenham a arrogância de insultar os seus compatriotas e os milhões de cidadãos deste planeta que não aceitam touradas e que querem ver as mesmas abolidas.

Falamos de Fernando Savater, filósofo e escritor espanhol, talvez um dos mais repugnantes aficionados de entre os seus pares.

Fernando Savater

Este crápula, porque outro nome não merece, teve a distinta lata de afirmar num debate organizado por Servimedia TV sob o título “Touradas: Sim ou Não”, que a maioria dos desempregados em Espanha gostariam de viver como os touros de lide!!!

Transcrevemos a afirmação em tradução livre: “Se fosse oferecido aos seis milhões de desempregados que existem neste momento no país, se quereriam levar a vida que leva um touro de lide, ou seja viver numa das paisagens mais belas do mundo durante praticamente toda a sua existência e serem tratados com mimos e todas as comodidades, pertencendo a uma espécie da qual só uma infíma minoria acaba numa praça e depois passar os seus últimos quinze minutos de vida mal, o que provavelmente é muito menos do que o que todos nós passaremos na nossa vida, com certeza muitos deles prefeririam tal”.

Esta afirmação é obscena, indigna e inaceitável vinda da parte de um tipo que até é professor de ética. Insulta todos os desempregados espanhóis e mente descaradamente no que respeita à vida que leva o touro de lide desde que nasce até que é morto numa praça isto caso seja “bravo” porque se o não for, acaba morto em treinos ou no matadouro mais próximo.

Como é que uma universidade continua a dar emprego a um tipo como este não é um mistério, é um sinal do baixo nível de educação dada por certos professores, não só em Espanha, como em outros países que têm touradas e que têm clones deste tipo.

E esta é a ralé que é venerada pelos aficionados…

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Seguindo uma atitude de comparar, à laia do filósfo Fernando Savater, talvez se lhe pudesse fazer a pergunta: o sujeito também gostaria de ter a “tal” morte heroica que no seu vício e desvario os aficionados como ele atribuiem ao touro.

  2. Educação não é sinónimo de inteligência e este sujeito sustenta esta afirmação só por si.
    A aquisição massiva de conhecimentos sem o desenvolvimento da capacidade crítica apenas evidencia a péssima qualidade de ensino que este se sujeitou durante a sua vida. Mas preocupante é ele ser autorizado a perpetuar o ciclo vicioso de pedagogia defeituosa e nociva.
    Como qualquer reles aficionado, vomita as tradicionais mentiras da praxe: o touro vive uma vida de rei nos prados (excepto quando é usado como almofada de alfinetes para treinar toureiros), durante praticamente toda a sua existência (que se resume a cinco míseros anos dentro de várias dezenas possíveis), só uma ínfima minoria acaba nas praças (95% é um valor ínfimo para os aficionados) e só sofre durante 15 minutos (deve estar a assumir algum tipo de contracção temporal, presente apenas nas leis da física aficionadas).
    Este tipo de personagens são ridicularizadas constantemente no meio académico e até utilizados como contra exemplo em aulas de pedagogia. No entanto é sempre irritante ver os aficionados a vangloriar-se de que, pelo menos, um deles sabe ler..


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