Publicado por: protouro | 15 de Janeiro de 2013

E Eles Chamam a Isto Amor?

Eis uma foto que à partida parece muito enternecedora.

Rita Vaz Monteiro, ganadeira de touros de lide segurando uma bezerra

ganadeira Rita Vaz Monteiro

A “prótoiro” intitula-a como o “Amor e a dedicação de criar toiros bravos”.

No entanto esta mulher é a algoz dos animais que cria, porque os cria para os enviar para praças de tortura e assim obter ganâncias. Este é o “amor e a dedicação” de criar touros, nada mais que a obtenção do lucro, não esquecendo os subsídios que recebem.

Deixem-se de falácias e admitam de uma vez por todas que o que vos motiva, mais não é que o dinheiro, amor que amor, cifrões e mais cifrões isso sim.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Vou deixar aqui um texto que considero mesmo muito bom:

    Texto anti-touradas de Cristina D’Eça Leal

    “O único argumento legítimo e verdadeiro que têm [os aficionados], é o de a tourada ser um espectáculo legalizado e, como tal, terem todo o direito a participar. Ponto final porque acabam aí os argumentos válidos. O sr. que fala em adrenalina ou no sangramento para alívio do touro obviamente não entende nada de biologia, de fisiologia ou de comportamento animal; percebe apenas da sua adrenalina quando assiste a espectáculos de violência. Essa dos sangramentos para alívio dos humores foi uma prática médica muito em voga na Idade Média mas abandonada posteriormente.

    O que está na base do movimento anti-touradas não é claramente uma questão de gostos. Os gostos não se discutem. O pior é quando os nossos gostos colidem com a vida ou a integridade física de outros. Gostar é diferente de amar ou respeitar. É por demais evidente que os pedófilos gostam de crianças; mas é uma maneira de gostar que passa pela exploração dos menores e pela negação dos seus direitos.

    Os que vivem da indústria tauromáquica cuidam dos touros porque vivem da sua exploração; se eles não lhes trouxessem rendimento, duvido que tratassem deles em regime pro-bono. Mas fica o desafio: vamos ver quantos aficionados amam verdadeiramente a raça taurina e se dispõem a cuidar dos exemplares existentes quando acabarem as touradas. Como fazem, por exemplo, as associações de animais por este país fora, que abnegadamente se dedicam a cuidar de cães e gatos abandonados.

    Outra falácia comum para fugir à discussão séria sobre ética é comparar a vida em liberdade que precede a tortura na arena à vida dos animais em criação intensiva. É claro que a criação intensiva é uma ignomínia, mas não invalida que as corridas de touros não constituam também uma ignomínia. Aqui podemos cair na questão de comparar coisas parvas como campos de concentração, por exemplo: seria melhor acabar em Auschwitz ou em Treblinka? É melhor morrer à nascença ou aos 4 anos? Com uma facada no peito ou afogado? Tudo isto são questões absolutamente laterais e cujo único objectivo é desviar a atenção de uma pergunta muito simples: é eticamente aceitável criar um animal para o massacrar publicamente e ganhar dinheiro assim? Se respondermos sim, abrimos a porta para as lutas de cães, de galos, e até de indivíduos que, por grande carência financeira ou mesmo falta de neurónios, se disponham a entrar num recinto e participar numa luta de morte em jeito de espectáculo. Há quem goste de ver. E se vamos pela quantidade de público a assistir, nada batia os linchamentos públicos nos pelourinhos. Mas isso também acabou; houve uma altura em que passámos a considerar isso um espectáculo incorrecto e imoral.

    Vi agora que ainda há mais uns pseudo-argumentos: comparar injecções ou vacinas com as bandarilhas. Parece uma brincadeira comparar uma agulha fina com o objectivo de tratar uma doença ou evitar outra – no caso das vacinas – com a introdução de 9cm em metal grosso, cujos 3cm finais são em forma de arpão para não sair e continuar a rasgar os músculos e os ligamentos durante a lide. Das duas, três: ou está a brincar, ou não usa o raciocínio ou quer enganar os outros. Depois vem mais uma das bandeiras frequentemente agitadas: a da extinção do touro bravo. Como muitos dos que lutam contra a existência das touradas são pro-ambientalistas, este parece ser um argumento forte. Parece, mas obviamente não é. O que os ecologistas defendem é a não interferência nos ecossistemas porque há equilíbrios frágeis cuja totalidade das variáveis são desconhecidas e as rupturas imprevisíveis. Não tem nada a ver com o touro bravo. A extinção do touro bravo teria o mesmo impacto ambiental que a extinção do caniche. Podemos lamentá-la, claro, por razões sentimentais, mas não afectam em nada os ecossistemas. E se falamos de ambiente, as herdades onde se faz a criação extensiva de touros podiam dar lugar a montados de sobro e plantação de oliveiras. Temos um clima e um solo excelentes para a produção de azeite e cortiça e não somos autónomos na questão do azeite, o que nos traria ganhos financeiros e mais independência económica. Os toureiros, se quisessem reconverter-se, podiam ir para a apanha da azeitona com as suas calcinhas justas e a jaqueta de lantejoulas; não seria prático mas dava uma nota de cor aos campos nessa altura do ano.”

  2. É por estas “confusões” que o mundo caminha assim como nós vemos.
    Há pessoas que confundem amor com poder como por exemplo, neste caso.

    Se não houvesse dinheiro pelo meio, queria ver o “amor”.
    E realmente, olhem-me a “delicadeza” com que a mulher sustenta a bezerrinha pela cauda. 😦

    Coitadinhos de todos os bichos que sofrem horrores nas nossas mãos.

  3. Por aqui podemos ver falta de massa cinzenta desta gente.
    Não têm a noção de nada.
    Nem sequer do significado de AMOR.
    Coitada da bezerrinha. Vê-se logo o “amor” que a ganadeira lhe tem a puxar-lhe o rabo daquela maneira.
    Pobre animal inocente, que desconhece o azar que o espera, e a má sorte de cair nas mãos de uma carrasca.


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