Publicado por: protouro | 26 de Novembro de 2012

O “Meu Movimento” – Democracia ou Fraude?

A “prótoiro” clama que o “Meu Movimento” criado no portal do governo, é uma fraude completa porque segundo eles os movimentos de defesa animal falseiam as votações e outros movimentos de outros países podem votar.

Desde que o governo tomou a iniciativa de criar o “Meu Movimento”, que eles batem na mesma tecla.

Criar um movimento no portal e ter votos sejam eles portugueses ou estrangeiros, não é fraude uma vez que vivemos num mundo global e não no nosso próprio quintal. O tempo do orgulhosamente sós acabou ou será que ainda não perceberam! Existem portugueses em todas as partes do mundo, existem pessoas com dupla nacionalidade. Toda a gente tem o direito de votar.

Os movimentos são genuínos e defendem uma causa genuína. O que é fraude é o facto de o governo ter criado este “Meu Movimento”. Isso sim é uma fraude completa. E porquê? Porque o que parece ser uma forma de o governo dizer nós estamos aqui e queremos ouvir os cidadãos, não passa de puro marketing. O governo não quer ouvir os cidadãos, o governo está-se nas tintas para eles e para o que eles querem, mas parece bem passar a ideia de que os ouvirá e resolverá os seus problemas.

Na realidade os poderes do governo, estão limitados constitucionalmente a certas matérias e portanto esta criação do “Meu Movimento”, é ao fim e ao cabo um acto de relações públicas nada mais. Muitas das matérias que estão em votação nem sequer são da competência do governo mas sim da Assembleia da República.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Basta ver o elevadissimo número de sete votos que o unico movimento que foi criado na defesa dessa festa cOltural obteve para perceber a posição da protouros.

  2. Gostei, Prótouro.
    Assino por baixo.
    Desde que o “Movimento do Sérgio” ganhou e foí recebido pelo Primeiro Ministro não mudou um centímetro daquilo que os levou lá.
    Concordo com o que diz sobre o “passatempo” do governo.
    Isto é para enganar o povo.
    A prótoiro, coitada, como não consegue chegar lá, diz o que diz desapropriadamente. Fala em fraude. Sim, há fraude, mas da parte do governo. Claramente, que não tem a mínima intenção de pôr em prática a democracia, isto é, de fazer o que o povo quer.
    Mas não se aflijam. Em 2013 enterraremos a tauromaquia.
    O que é preciso é continuar o trabalho de demolição, sem esmorecer.
    E acreditar.

  3. Uma das discussões mais interessantes que se pode ter com um aficionado é sobre os “movimentos”.
    Independentemente da eficácia deste tipo de iniciativa, os movimentos são o barómetro perfeito pelo qual se pode ter uma ideia da posição real de uma parte da população a uma determinada matéria. É certo que este tipo de instrumentos está limitado apenas à parte mais informada da sociedade, mas mesmo assim, isso corresponde a uma fatia muito significativa dos portugueses. O facto de a maioria dos movimentos mais populares defender, directa ou indirectamente, o fim das touradas é algo que preocupa a minoria aficionada. Pior do que isso é os movimentos de apoio à tauromaquia estarem relegados ao fundo da lista, completamente desprezados pela população.
    Ao contrário de um referendo que apenas permite um momento definido no tempo para que um cidadão possa manifestar a sua vontade, estes movimentos estão disponíveis para votos durante muito tempo, o que ajuda imenso a causa ao mesmo tempo que coloca os aficionados em desespero, como se pode ver pela reacção imatura dos prótoiros.
    O governo bem tenta puxar a brasa à sua sardinha. Eles têm as mãos bem fundas nos bolsos da tauromáfia e são daqueles que têm mais a perder com o fim das touradas. Por essa razão é que à votação nestes movimentos foi reiniciada no início deste mês. Até quando conseguirá o primeiro ministro ignorar deliberadamente a voz do povo?
    Quando surgiu a notícia de que alguns dos votos nestes movimentos eram falsos (sem indicar quais os movimentos diga-se), a escumalha tauromáquica saltou logo a dizer que a culpa era dos animalistas e que os movimentos de protecção animal só conseguiam algum protagonismo desta forma. Por acaso eu andava a seguir esses movimentos com alguma regularidade e tinha uma ideia dos votos em cada um. Quando o governo anunciou que tinha anulado os votos inválidos, qual não foi a minha surpresa quando verifiquei que todos os movimentos pró-animal não só mantiveram o mesmo número como alguns até receberam um apoio suplementar. Não satisfeito com este resultado, o governo decidiu colocar a votação a zero em todos os movimentos, na esperança de apanhar as pessoas desprevenidas e de dar uma oportunidade para os aficionados se organizarem e apoiarem um movimento. Mas a realidade é simples: o aficionado português deve imenso à inteligência. Manter uma conta de facebook é algo que coloca as suas capacidades mentais no limite, quanto mais organizar um movimento. Mesmo que isso não fosse verdade, os aficionados são uma minoria, apesar de eles afirmarem o contrário. Basta que uma pequena percentagem das pessoas que votaram inicialmente o faça novamente e é mais do que suficiente para derrotar a causa tauromáquica de forma humilhante. Conclusão: depois de todas as tentativas vãs por parte do governo e toda a falsa publicidade por parte dos prótoiros e gentinha insignificante do género, os movimentos pró animal continuam a dominar o top dos mais votados. O povo manifestou-se e quer o fim das touradas!


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