Publicado por: protouro | 11 de Setembro de 2012

Médico Cirurgião Incita à Violência Física contra Anti-Touradas

Num artigo publicado no jornal Brados do Alentejo, um cirurgião de Estremoz incita à violência fisíca contra os que lutam contra touradas.

No artigo, a propósito do forcado que irá ficar paraplégico, a dada altura o Dr. António Peças, diz e citamos:

“Julgo que lhes deveremos responder fisicamente da próxima vez que nos insultarem, como tradicionalmente fazem nos seus “ajuntamentos” à porta das praças! O perigo vem deles, porque nunca houve necessidade da presença de forças de intervenção em praças de touros! Estou farto dos direitos das minorias! Enjoo quando vejo jovens terem tempo para participarem em manifestações mesquinhas!”

Repita lá de novo senhor doutor que nós temos dificuldade em acreditar!

Então o senhor como médico, aquando da sua formatura não fez o juramento de Hipócrates?

Não jurou: “Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre o meu dever e os meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.”

Ora ao afirmar que está farto dos direitos das minorias, que felizmente não são minorias, mas sim a maioria da população deste país, está a permitir que concepções sociais intervenham no seu dever. Ao incitar à violência sobre manifestantes pacíficos, não está a manter o seu alto respeito pela vida humana.

Desculpe que lhe perguntemos mas que raio de médico é o senhor?

Mais, saberá o senhor que o incitamento à violência é crime punível pelo Código Penal?

No entanto, por incrível que lhe possa parecer até conseguimos compreender a ligeireza com que profere as afirmações acima citadas, afinal o senhor antes de ser médico foi forcado, ora aí está a explicação, muitas pegas devem-lhe ter toldado o juízo.

E para compor o ramalhete de disparates, o senhor termina o artigo com esta frase hilariante: “Desejo, àqueles que ladraram felizes pelo sucedido ao Nuno, que numa estrada qualquer um touro bravo lhes entre pelo vidro do carro e depois de os cobrir com a sua bosta lhes arranque as cabeças com as suas hastes afiadas!”

Palavras para quê? É um ex-“artista” e nem o facto de ter ascendido a doutor mudou a sua maneira de pensar. Este é daqueles que deve ter nascido aficionado e aficionado vai morrer. A evolução por ali não passou, nem nunca passará.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Para o Sr. Dr. aquilo que tenho a dizer é que nesta situação ele é o doente, ele não está nas suas totais faculdades ao afirmar isto. Digo isto porque incrivelmente desde 1994, aquando da revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), ficando em vigor a versão 4, vai ser publicada em 2013 a versão 5, a crueldade para com animais foi introduzida na lista de sintomas de uma perturbação mental chamada “Desvio ou Transtorno de Conduta”, que se carateriza pela agressividade para com outros, ou falta de empatia para com outros.

    O que é incrivel nisto é que vivemos num país que este desvio de comportamento é apoiado e motivado pela sociedade através da tourada, porque nela é incitado e aclamada a crueldade para com os animais. Quem acha que as coisas não estão ligadas está enganado, até o Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais, usado no mundo inteiro por todos os técnicos de saúde mental aceita essa ligação.

    O Sr. Dr. está doente, mas como é Cirurgião é normal que não esteja familiarizado com a Psiquiatria, mas pode marcar uma consulta num colega!

  2. Este tipo de afirmações por parte de aficionados não são desabafos. São urros de desespero! Eles finalmente começaram a ver que cada vez mais a população portuguesa se mobiliza activamente para terminar com a vergonha das touradas e estão a ficar preocupados. Mas quando surgem bolsas de anti-touradas no meio do país aficionado, como o Alentejo, então há que entrar em modo de desespero.
    Antes o movimento anti-touradas resumia-se a algumas pessoas na capital ou no norte que franziam o sobrolho à prática.
    Hoje chovem as petições na assembleia, os movimentos e as manifestações em praça pública. A causa cresce a olhos vistos e o aficionado percebe-o, compreende-o mas não o aceita. Tem medo e por isso responde da única forma que o seu diminuto cérebro consegue: com violência.


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