Publicado por: protouro | 7 de Setembro de 2012

Os Aficionados Gostam de Passar Atestados de Estupidez aos seus Compatriotas

Os tauromáquicos e aficionados invocam muitas vezes que os anti-touradas seguem o modelo anglo-saxónico no que respeita à protecção animal, incluindo a luta pela abolição das touradas.

Para eles, esta mania de querer acabar com as touradas tem a ver com ideologias anglo-saxónicas. Porque para eles, lutar contra um espectáculo de diversão onde animais são torturados, é cultura anglo-saxónica.

Esta afirmação, além de ser perfeitamente imbecil, diz muito do que os aficionados pensam dos seus compatriotas. Ou seja que são um povo tão estúpido que não consegue raciocinar de per si e tem que recorrer ao pensamento de outros povos para justificar a sua luta.

Reconhecemos que existem camadas do povo português que são perfeitamente imbecis. Essas camadas têm um nome, aficionados.

Os anglo-saxónicos, de facto, no que respeita aos direitos dos animais estão a quilómetros de distância de nós. Têm boas leis de protecção animal, não consideram os animais como objectos e não se divertem em espectáculos onde os touros são torturados por cavaleiros ou toureiros apeados e que depois de estarem enfraquecidos por toda esta tortura, ainda são pegados por um bando de forcados que “corajosamente” dominam um animal moribundo.

Os anglo-saxónicos evoluiram, houve tempos em que tinham espectáculos bárbaros tais como usar um bulldog para atacar um bovino (bull-baiting), mas baniram-nos em 1835 devido à sua crueldade.

Enquanto eles evoluiram, nós continuamos a involuir, ou seja a permitir touradas, a ter um estatuto jurídico em que os animais são considerados coisas e por aí fora.

Os portugueses não seguem nenhum modelo, os portugueses têm cabeça para pensar, afirmar que nos baseamos noutras culturas para querer a abolição de espectáculos bárbaros é o mesmo que passar um atestado de estupidez a esses mesmos portugueses.

Se alguém tem que passar um atestado de estupidez, então nós que defendemos a abolição das touradas, passamo-lo de mão beijada aos aficionados.

No caso das touradas, é caso para dizer que se seguíssemos o modelo de evolução cultural anglo-saxónico, seríamos sem dúvida um país melhor.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Pois é se realmente os aficionados não recorrerem ao argumento da cultura nacional que argumento existiria mais?! Nenhum!! Por isso é que insistem nesse, apelidando os que não vão nessa conversa de terroristas.
    Mas será que esse é um argumento válido? Não! Porque por algum motivo os aficionados querem convencer as pessoas que o touro não sofre, eles não sabem se sofre ou não, não querem descobrir, dizer que sofre é uma coisa dos países que não sabem o que é ser português, é seu direito poder viver uma expressão cultural nacional e que a cultura é uma coisa estanque, parada no tempo, para sermos portugueses teremos de ser sempre aficionados sob pena de deixarmos de nos poder considerar portugueses. Tudo são suposições erradas e que realmente como refere o post de uma desonestidade inteletual como só alguns aficionados conseguem ter, é um atestado de burrice, uma desclassificação, uma instrumentalização da verdade para seu proveito.

    A tourada infelizmente fez parte da cultura nacional, ficará recordada para sempre em museus espalhados pelo país, mas a cada minuto que passa faz menos parte da nossa cultura, pelo simples fato que a cultura não está parada e a identidade de um país está em constante mudança, a cultura é dinâmica e está a movimentar-se claramente no sentido dos países referidos, verdade nº1 é mentira. É seu direito viver todas as expressões culturais que quiser, toda a gente o pode fazer, a menos que isso colida com um outro direito fundamental, o que na minha opinião é o caso, o direito de o touro não sofrer, porque ele não é uma coisa, por isso a Prótoiro combate com todas as forças o novo estatuto juridico dos animais, fazer uma atualização verdadeira do que é um animal em termos juridicos levando em consideração o que se sabe acerca da sua psique incompatibiliza a lei com a corrida de touros, verdade nº2 é também mentira.

    Esta expressão cultural À LUZ DOS CONHECIMENTOS CIENTIFICOS ATUAIS ESTÁ ETICAMENTE ERRADA, levanta problemas eticos que não serão ultrapassados com o passar do tempo, esses problemas ditarão o fim das corridas de touros mais ano menos ano, basta aguardar a decisão! Não escrevo isto para os aficionados pertencentes a entidades de defesa da festa brava, esses já sabem da inevitabilidade daquilo que aqui escrevi, escrevo isto para os outros aficionados que vão nas conversas desses primeiros e julgam que por alguma obra do destino em todos os países desenvolvidos os animais serão respeitados e serão punidas as pessoas que assim não o fizerem menos neste país… pode demorar, podemos até ser os últimos, mas isso vai acontecer. Já agora incentivo a Pórtoiro a apresentar a condidatura da Tourada a Património Cultural Imaterial da humanidade, força nisso, sempre quero ver a legitimidade e posição da UNESCO, seria ridiculo aprovar essa candidatura tendo em conta os objetivos da sua constituição e do seu trabalho, tal como as suas posições anteriores em relação a essa expressão cultural. Força Sr. Diogo Monteiro!


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