Publicado por: protouro | 6 de Setembro de 2012

Educar Aficionados – Missão Impossível

É impossível convencer os aficionados que os seus gostos estão errados e não podem continuar a ser permitidos numa sociedade que se quer evoluída e salutar tanto no que respeita a pessoas como a animais. Nem mesmo certos deputados deste parlamento, que deveriam pelo cargo que ocupam ser pessoas mais educadas e esclarecidas, conseguimos convencer. No caso destes últimos, é ou porque vivem agarrados a um passado rançoso e para disfarçar esse passado agarram-se a expressões rídiculas como identidade cultural, ou porque temem perder votos.

Quem se der ao trabalho de ler os argumentos e os comentários dos aficionados nas redes sociais, facilmente perceberá porquê.

Primeiro temos as pessoas que vivem do negócio, essas só invocam os argumentos da cultura e da legalidade, porque estão a defender aquilo que lhes dá dinheiro. Dinheiro esse que lhes chega de mão beijada, através de subsídios. As famílias endinheiradas que recebem milhões de subsídios por criarem touros de lide, entre outros animais. Esses estão à cabeça da defesa das touradas, devido ao lucro que daí lhes advêm.

Depois temos os outros, os aficionados que assistem ao espectáculo. A maioria deles, foram nados e criados em regiões, onde o espectáculo tauromáquico ou as largadas de touros são o prato principal de divertimento das populações. Pão e touros.
Desde miúdos viveram nesse ambiente, muitos deles, senão a maioria, acreditam ainda hoje que os animais, nomeadamente os touros, só existem para isso. Nem sequer conseguem compreender que eles próprios são tão animais como os touros.

Tentar explicar a estas pessoas que os animais sofrem, tal como elas, é o mesmo que falar para uma parede. É triste mas é a realidade.

Contra factos não há argumentos, estas pessoas jamais mudarão de opinião porque não conseguem perceber que um animal também sofre e sente. Para elas um animal é um ser inferior sem sentimentos, e que como tal pode ser tratado a pontapé, porque isso não o magoa, nem o faz sofrer.

O problema é que muitas destas pessoas passam para os seus filhos essa mesma forma de pensar. E infelizmente neste país não temos disciplinas nas escolas que ensinem ás crianças que um animal, é um ser senciente, que sofre tal como elas.

Existem imensos países que nos seus programas escolares, incluem disciplinas de bem estar animal. No nosso país tal não acontece, porque infelizmente continuamos quer queiramos ou não na cauda da Europa ou melhor na cauda do mundo.

O afã dos aficionados em perservar o seu negócio, é tal que se deslocam a escolas primárias e secundárias para propagar estas práticas bárbaras. No entanto, nós os defensores dos animais, não fazemos o mesmo.

Há que pressionar os responsáveis pela educação neste país para que se implementem disciplinas de protecção e bem estar de todos os animais, a começar na escola primária.

Só assim podemos criar uma geração de pessoas educadas para este tema e que para que no futuro, não continuemos a ter crianças intoxicadas por aficionados que lhes dizem que torturar animais em nome seja lá do for é aceitável.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Sou Brasileiro e acompanho indignado essa prática abominável de maltratar touros por simples prazer em vários países latinos.
    Temos aqui no Brasil, na região sul, litoral do Estado de Santa Catarina, que recebeu muitos emigrantes Espanhois e Portugueses, uma tal Farra do Boi, praticada em uma certa época do ano. O Boi é solto na beira da praia e é insultado e provocado a reagir. Porém não tenho conhecimento de notícias de que o mesmo seja ferido ou morto.Mas mesmo assim é revoltante.A polícia combate rigorosamente. Chegando a prender os praticante, já que é proibido.
    Temos algumas entidades que combatem também os Rodeios, onde tem maus tratos à vários animais. Porém é muito difícil acabar, pois envolve tradição e interesses financeiros, infelizmente.
    Acho um absurdo, países que se dizem de 1º Mundo, (Portugal, Espanha) permitir tal torura à animais.

  2. Qualquer aficionado, por mais ignorante que seja, sabe que se uma criança chegar a uma idade em possa tomar decisões em plena consciência, sem que seja sujeito a qualquer tipo de influências, irá automaticamente aberrar a tauromaquia. É a orientação por defeito do ser humano. A única forma de contrariar este facto é formatá-las para a tauromaquia desde muito cedo.
    Mas mesmo assim não é garantido e a minha história prova uma exceção.

    Nasci no meio do Alentejo aficionado e desde muito cedo que fui exposto a esta prática vergonhosa, inclusive por familiares. Inicialmente apenas considerava toda aquela fanfarra simplesmente aborrecida. Enquanto criança, para mim havia centenas de atividade mais interessantes que perder 3 horas da minha vida a ver homens adultos em colans a perseguirem cobardemente um touro. Com o tempo, comecei a questionar cada vez mais esta prática. Demorei um pouco até formalizar uma opinião concreta sobre o assunto, pois encontrava-me sozinho nesta posição e sentia muita pressão para simplesmente aceitar este “espetáculo” como natural. Mas para uma criança como eu era, ou até mesmo um adolescente, tudo se resumia a maltratar ou não animais. Eu adorava os meus cães, gatos, hamsters e periquitos e como tal era inconcebível para mim torturar qualquer um deles apenas porque podia. Um touro não era propriamente um animal de estimação, mas para mim era claro que este sofria sem um motivo válido. Compreendia quando alguém matava uma galinha ou um porco para sustento, mas a tortura apenas por tortura era algo que simplesmente não fazia sentido! A pouco e pouco comecei a reconhecer um padrão. Os que normalmente frequentavam as touradas era os mesmos que batiam nos filhos e na mulher, que gastavam o ordenado numa noite de bebedeira, que se orgulhavam de nunca ter lido um livro, que gritavam palavrões na rua, etc.. No ponto oposto do espectro encontravam-se as pessoas que detinham algum respeito: o médico, o professor, o advogado ou o engenheiro. Por vezes era apenas aquele senhor mais velho que se fazia respeitar. Havia exceções obviamente, mas a regra geral era essa. Não foi muito difícil decidir qual dos modelos seguir…
    Foi muito difícil manter esta opinião enquanto crescia. O típico aficionado não gosta de ser confrontado (ironicamente) e quando se vê sem argumentos, o que acontece rapidamente, resolve o “problema” da única forma que sabe: com violência.
    Em suma, a “aficion” não é apenas um modo de vida ou um ponto de vista. É um cancro que corrompe a nossa sociedade. Acredito piamente que as pessoas não são aficionadas porque são ignorantes mas exatamente o contrário: tornam-se ignorantes por serem aficionadas!
    A prótoiro está a cavar a sepultura de Portugal! Corromper crianças desta forma trás à memória a Juventude Hitleriana ou a Mocidade Portuguesa!
    Impedi-los de influenciar crianças é imperativo. O ideal seria implementar uma cultura de respeito ao animal logo desde cedo. Felizmente os professores ainda tem a última palavra nas suas aulas. Ninguém chega a professor sem estudar e ninguém estuda sendo aficionado. Temos isso a favor pelo menos.

  3. Esta é a verdadeira preocupação a Prótoiro existe para preservar o negócio e estão a fazê-lo indo às escolas educar as crianças… nós é que deveriamos estar a fazer isso mesmo, temos de algumas forma implementar um sistema continuo de educação das crianças no que diz respeito ao bem-estar animal, quando digo temos estou a falar das associações, movimentos e esta recente plataforma para a bolição das corridas de touros, não sei quam vai ler este meu comentário mas se alguém de uma dessas entidades o fizer por favor percebam que isto é um assunto sério, não podemos deixar que os politicos decidam quando o fazer nem podemos deixar que a mudança cultural que está a aacontecer pare devido à acção da prótoiro.

    Cpts
    José Dores


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