Publicado por: protouro | 31 de Agosto de 2012

Arrogantes, Perigosos e Ditadores (Grupelho “Prótoiro”)

Um dos elementos do grupelho que dá pelo nome de “prótoiro”, Diogo Costa Monteiro, deu uma longa entrevista, a uma página tauromáquica, após a tourada de Viana do Castelo.

Diogo Monteiro

Transcrevemos somente as partes que consideramos mais importantes, pela sua gravidade, e que caracterizam o tipo de gente que faz parte desta federação de abusadores de animais.

“Aquilo que verdadeiramente pretendemos é pensar a Festa a médio e longo prazo, é lançar as fundações para que, dentro de 10 anos, ela esteja mais sólida e mais saudável do que está hoje. Queremos que seja um espectáculo cultural, com verdade, com seriedade, com rentabilidade e com profissionalismo. Somos, possivelmente, o único sector cultural que se pode auto-potenciar e auto-sustentar”.

São de facto o único sector “cultural” que se potencia e sustenta, à conta de subsídios da PAC e do IFAP, essa á a verdade. Há dias o jornal “Público”, publicou um artigo muito interessante, sobre apoios ao sector agrícola onde afirmava: “No ano passado, houve mais de 300 mil beneficiários das ajudas ao sector, mas um número ínfimo de entidades ficou com mais de um terço do total, que foi de 675 milhões de euros.
As grandes explorações agrícolas, as organizações de produtores e muitas instituições privadas e públicas continuam a absorver a fatia de leão dos apoios concedidos todos os anos à lavoura portuguesa. No ano passado, os 140 maiores beneficiários das ajudas – os que recebem mais de meio milhão de euros – arrecadaram 242 milhões de euros. Este valor representa cerca de 35% do montante (675 milhões de euros) concedido a todo o sector, onde existem mais de 300 mil beneficiários”.
Não nos esqueçamos que nestes apoios se incluem os criadores de gado, touros de lide incluídos.

“Evidentemente que, para além deste trabalho de bastidores, temos combatido todos os ataques que vão surgindo e que, na maioria das vezes, passam totalmente despercebidos à maioria da aficion. Por exemplo, só este ano já conseguimos refutar e desarmar 4 iniciativas na Assembleia da República que, a serem aprovadas, significariam um rude golpe na Tauromaquia. Foi o caso da Petição para proibir as corridas de toiros, do projecto-lei para alterar o estatuto jurídico dos animais, do projecto-lei para impedir os apoios públicos à tauromaquia e do projecto-lei para proibir as transmissões televisivas de corridas de toiros”.

É óbvio que isto não passa de pura gabarolice, porque a verdade é que nenhuma destas iniciativas tinha à partida a menor chance de passar na A.R. tendo em conta os deputados que temos. Vir afirmar que foram eles que travaram estas inciativas é não só demagogia, como é puro delírio. Mesmo que eles, “prótoiro” não existissem estas iniciativas não passariam.

“Desde que a Comissão Executiva da PRÓTOIRO tomou posse, em Janeiro de 2012, que tínhamos como objectivo ajudar os vianenses a acabar com a ilegalidade da “cidade anti-touradas” de Portugal. Portanto, o objectivo era esse mesmo. Mostrar que, a partir de agora, não se cometem mais atropelos à Festa Brava em Portugal. Acabaram-se as ditaduras culturais e as censuras à liberdade por parte de Câmaras Municipais. Acabaram-se as jogadas demagógicas por parte de alguns presidentes de Câmara que, enganados pela demagogia e ódio animalista, achavam que podiam proibir um espectáculo que é legal e que move milhões de pessoas em Portugal, censurando a liberdade dos portugueses. Agora já ficaram a saber: quem se armar em ditador cultural e não respeitar a lei e a liberdade dos cidadãos, vai passar pela vergonha de levar um “puxão de orelhas” de um Tribunal, e de ser lembrado à força que Portugal é um estado de direito. Foi o que aconteceu ao lacaio do Senhor Defensor Moura, que andou a semana inteira inchado como um balão esquecendo-se que a menor picadela o esvaziaria. Saiu derrotado e em vergonha. Espero que tenha aprendido e que tenha servido de exemplo para os outros. Se não aprendeu, cá continuaremos até ele aprender”.

Veja-se a arrogância deste indíviduo. Um presidente de câmara que não permite touradas no seu município é um ditador cultural e um tipo como este é o quê? Um ditador arrogante e sem qualquer respeito por ninguém. E não contente ameaça com os tribunais e chama lacaio ao presidente da câmara de Viana do Castelo.
Este indivíduo é licenciado em direito e advogado de profissão. Apelidar de lacaio um presidente de uma câmara municipal é injurioso. E em termos de deontologia profissional é completamente inadmissível. Acusações como esta não são próprias de um advogado que se preze de o ser.
O que este fedelho imberbe precisa é de levar com um processo por injúrias, já para não falar de um processo disciplinar instaurado pela Ordem dos Advogados e aí sim, veremos quem é que leva o puxão de orelhas.

“As associações animalistas são um negócio que vive à custa da ideia de que os animais são iguais as nós e os cãezinhos e os gatinhos e os peixinhos e os tourinhos são todos muitos fofinhos e muitos queridinhos e portanto não se lhes pode fazer dói-dói, nem comê-los, etc. etc. Não é possível explicar isto em 20 linhas, mas é um fenómeno social quase patológico que se prende com a secularização da sociedade e o afastamento da natureza. Hoje em dia não há símbolos nem há causas para lutar. Acabou-se Deus, o comunismo morreu, foi-se a luta pela emancipação da mulher… Onde nos vamos agarrar? Sobram duas causas que, se virmos bem, estão em plena ascensão: a responsabilidade social e o animalismo. Uns ajudam as pessoas, outros os animais. E depois há uns espertos que perceberam isto e que ganham muito dinheiro à conta destas tendências sociais. Repara-se que, hoje em dia, coloca-se no facebook uma fotografia de um cão escanzelado e um NIB por baixo e é ver o dinheiro a entrar. Quando nem se sabe se aqueles animais existem. A fraude é recorrente entre os animalistas, abusando da boa vontade das pessoas. E há pessoas e instituições a viverem exclusivamente disto, com uma ganância enorme”.

Mais difamação barata de um indivíduo que não consegue compreender que defender seres sencientes não é um negócio porque ninguém ganha nada com isso. Eles sim ganham dinheiro e muito à custa de torturar animais. Quem acusa tem que provar, e acusações gravosas como estas não podem ser ignoradas. Os visados deveriam pôr este senhor no banco dos réus e se não o fazem é porque não têm os meios, nem o dinheiro que esta gente tem.

” hoje temos legalmente touros de morte em Barrancos graças a quem? Exactamente, aos animalistas. A Tauromaquia saiu este ano reforçadíssima na Assembleia da República porque a discussão foi trazida por quem? Lá está, pelos animalistas. Tivemos esta vitória em Viana graças a quem? Exactamente, aos animalistas. Eles não conseguem compreender que servem é para extorquir uns trocos à senhora do cãozinho e do gatinho. Daí não passam e as derrotas têm-se seguido em catadupa. Por isso, e voltando à pergunta, esta mudança de discurso não é estratégia para ganhar tempo. É apenas desnorteio, desespero e a constatação de que não têm capacidade para atacar a tauromaquia. O que vai acontecer é que os cabecilhas destas organizações, ao perceberem que são incapazes de ir mais além, vão pôr em prática todo o seu fundamentalismo e radicalismo e vamos começar a ver, como já vemos noutros países, o terrorismo animalista a entrar em força em Portugal. Vamos começar a assistir, cada vez mais, ao extremar de posições e à prática de actos violentos contra pessoas e bens, ao qual se junta a estratégia, que já está a ser seguida, de lançar mentiras e calúnias para a opinião pública para denegrir a imagem da tauromaquia. O último exemplo é afirmarem que a tauromaquia recebe 12 milhões de apoios por ano do estado, o que é uma mentira ridícula, pois todos sabem que não existem apoios estatais à tauromaquia. Mas tudo isso é uma questão de polícia e não de política”.

Hoje temos touros de morte numa vilória que é mais espanhola que portuguesa, graças ao ex-Presidente da República Jorge Sampaio, essa é a verdade. Caso contrário as touradas de morte continuariam a ser ilegais.
No nosso país, quando as autoridades não conseguem, porque não lhes interessa, obrigar ao cumprimento de uma lei, o caminho mais fácil é abrir uma excepção. Foi exactamente isso que aconteceu em Barrancos.
No entanto quando trabalhadores protestam por perderem os seus postos de trabalho ou fazem protestos e greves, a polícia de choque entra em acção. Quando um país se preocupa mais em reprimir aqueles que protestam por estarem desempregados e viverem na miséria e não se preocupa com aqueles que violam a lei, está tudo dito, é uma República das Bananas.
E uma vez mais, contra todas as evidências publicadas em Diário da República, continuam a negar que recebem milhões por ano em subsídios.

“O que têm os antis? Nada. Páginas na internet e envio de emails. Mais nada. Não têm património para preservar, são contra, são pela destruição da cultura portuguesa. São “antis”. Por isso são o menor dos nossos males. O nosso verdadeiro desafio é melhorar esta nossa riqueza patrimonial, adaptá-la ao século XXI, torna-la atractiva, dá-la a conhecer. Mas isso só se consegue se nós tivermos a percepção que a Festa é um elemento vivificador comum. Que é uma ocasião em que todos nos unimos em torno de um mesmo objecto – o Toiro – e dessa união, nascem laços de proximidade, de fraternidade, de amizade e, em suma, de comunidade. É precisamente o mesmo que acontece com a língua. É um factor de aproximação e de conforto. Eu tenho de defender a Festa, porque ela faz parte de mim, da minha cultura, mas porque faz também parte da pessoa que está ao meu lado, da liberdade comum. Por isso é que preservar a Festa é muito mais do que preservar o Toiro. É preservar os nossos laços enquanto Povo, o nosso modo de ver o mundo, as nossas histórias, o nosso património cultural e humano. A nossa história. E, sendo um património comum, só será preservado se o for pela comunidade, por todos aqueles em cuja identidade está marcado a fogo o Toiro de Lide”.

Os anti-touradas não preservam património, porque património, são bens, zonas ou edifícios, os touros não são património, são seres sencientes e não objectos como este tipo afirma. O que os anti-touradas querem é preservar animais de serem torturados num espectáculo público para divertimento de uns quantos. A “Festa” não é um elemento vivificador comum caso fosse todas as pessoas se identificariam com a mesma o que não é o caso. Bem pelo contrário, uma minoria identifica-se com ela e a maioria ou é contra ou é indiferente. Se todo o país se identificasse com a tortura e barbaridade praticada contra animais aí sim teríamos um elemento comum. Felizmente a maioria da população portuguesa não se identifica com práticas medievais e não aceita que em nome de uma suposta cultura e liberdade, animais continuem a ser massacrados todos os anos em espectáculos bárbaros, próprios de gente inculta, incivilizada e ditadora. Este indivíduo tem que defender a festa porque faz parte dele? Que espécie de indivíduo é que defende que um espectáulo aberrante faz parte dele e da cultura dele? Na nossa opinião, quem faz uma afirmação deste teor obviamente que não é um animal humano normal. É um animal humano com graves deficiências mentais e a precisar urgentemente de tratamento psiquiátrico. Porque reiteramos nenhuma pessoa mentalmente sã, pode regozijar-se em assistir à lenta agonia de um animal não humano neste tipo de espectáculos. E quem afirme o contrário, não é concerteza um animal humano normal.

Esta entrevista prova à exaustão quem estas pessoas são na realidade, o perfil está traçado. São um bando de abusadores de animais, endinheirados e dispostos a ir até às últimas consequências, e quando afirmamos últimas consequências isso quer dizer muita coisa. Deixamos à vossa imaginação o resto.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Eu sempre achei que os aficionados pretendiam recuar a mentalidade Portugal até à Idade Média, mas ao ler as afirmações deste pseudo intelectual, e em conjunto com o transcrito no post anterior, fico com a certeza! Este “senhor” é claramente um dos piores exemplos que a humanidade tem para oferecer. Deus nos livre que ele algum dia possua algum tipo de poder ou relevância na nossa sociedade.
    “foi-se a luta pela emancipação da mulher…” Ele considera isso algo negativo? Presumo que ele pretenda no futuro colocar as mulheres com o mesmo estatuto que coloca os animais: como objetos! Será que ele não tem mãe? Irmãs? Avós? Pois, se ele tivesse sido educado convenientemente não seria aficionado de certeza.
    A grande arma da tauromaquia em Portugal são os interesses instalados. A Tauromáfia, como é por vezes muito bem designada, tem obviamente tentáculos nos partidos e na assembleia. Num país onde a cultura do suborno é aceitável, não seria de estranhar que parte do dinheiro público que é atribuído à tauromaquia encontrasse o seu caminho de volta para os bolsos de ministros e deputados. É a única explicação lógica para que petições e movimentos continuem a ser ignorados pelos governantes, quando estas representam claramente uma fatia muito significativa da sociedade.

    Quando a iniciativa dos movimentos foi criada pelo atual governo, qual foi um dos primeiros movimentos a surgir? Anti touradas. Qual foi o que mais votos ganhou? Anti touradas. Em paralelo com este movimento, os aficionados criaram um contra movimento para a proteção da touradas, mas este apenas obteve um número ridículo de votos.
    No entanto, meses após o primeiro ministro ter recebido o criador do movimento anti touradas, que mudanças surgiram? Zero. A tauromáfia agitou os seus tentáculos e conseguiu que o primeiro ministro passasse por parvo.
    Entretanto a segunda ronda já começou e desta vez 4 dos 5 movimentos mais votados estão relacionados com o fim das touradas de uma forma ou de outra.
    Até quando irá o governo português ignorar a vontade da maioria dos seus cidadãos? Felizmente a causa anti touradas é incansável. Apesar do que este menino de bem acredita, nos últimos anos tenho verificado uma oposição à tauromaquia cada vez mais crescente. É uma questão de tempo até ele ser forçado a engolir estas palavras.

  2. “só este ano já conseguimos refutar e desarmar 4 iniciativas na Assembleia da República que, a serem aprovadas, significariam um rude golpe na Tauromaquia.(…) projecto-lei para alterar o estatuto jurídico dos animais”

    Com isto escusamos de andar com mais hipocrisias, quando este senhor diz que nós queremos impôr a nossa verdade aos outros está a fazer show-off, porque ele sabe que na realidade do que se trata é de defender que os animais não são coisas, que são seres sencientes, ele ao dizer que combate a ideia de mudar o estatuto juridico dos animais admite que tem consciência que ao não serem considerados coisas isso representa uma incompatibilidade com a existência da tradição da tourada e por isso opõe-se a isso, no entanto todos na realidade sabemos que os animais não são coisas, são mais que isso, por isso ele assume que está a viver numa mentira, que aquilo que defende é um ato de crueldade, no entanto defende que a lei deverá manter-se desadequada de forma a permitir que ele mantenha o direito a se divertir.

    Ora aqui está a tal questão do pombo, por mais que se tente jogar xadrez com ele, passará o tempo a derrubar as peças e a c*gar no tabuleiro, este senhor revela com esta afirmação o seu carater etico e moral e ficou ao nível do rodapé nessa avaliação, parabéns mais uma vez ao Sr. Diogo Monteiro.

    Cpts,
    José Dores

  3. Este foi o mesmo senhor que declarou de forma inequívoca que os animais não têm direitos. Efectivamente, animais como ele, não.


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