Publicado por: Prótouro | 21 de Agosto de 2012

A Apetência Proibicionista dos Aficionados

Os aficionados começam a sair dos buracos e a mostrar aquilo que são na realidade. Nada surpreendente uma vez que agora têm uma voz de comando central que dá pelo ridículo nome de “prótoiro”.

Uma destas alminhas que saíu do buraco onde hibernava sabe-se lá há quanto tempo, teve a desfaçatez de escrever uma carta ao Ministro da Administração Interna.

O dito cujo, não sabemos se por moto próprio ou porque alguém lhe soprou ao ouvido, cita uma série de artigos da Constituição da República Portuguesa, para afirmar que todos têm o direito à liberdade de expressão, que esse direito não pode ser discriminado, impedido ou limitado por qualquer forma de censura, etc.

Afirma que respeita que outros pensem de forma diferente da dele, referindo-se aos anti-taurinos (palavra que como todos nós sabemos é tipicamente portuguesa!) que respeita o pluralismo de expressão, etc. Depois refere as manifestações anti-touradas, ou dos contra como também nos chama, em frente a praças de touros, e queixa-se dos megafones e cartazes que são usados porque os mesmos, os apelidam de assassinos, cobardes ou selvagens. Se os tais cartazes o incomodam, é porque a carapuça lhe serve na perfeição.

Depois de toda esta diatribe de suposta democracia e respeito pela mesma, o dito cujo termina a sua cartita com a expressão lapidar:
“peço a Vossa Excelência que proíba ou de algum modo discipline essas manifestações, afim de poder usufruir em paz o consagrado no ponto 1 e 2 do Artigo 37º”.

Moral da história democracia para mim, ditadura para os que estão contra mim.

Esta é a verdadeira face dos aficionados de cordel, quem não está comigo, está contra mim. E se está contra mim, é um alvo a abater não interessam os meios usados para atingir tal fim.

É a nova Inquisição deste país. Os portugueses de ora em diante têm que respeitar os novos senhores inquisitoriais sob pena de um dia serem queimados em fogueiras numa qualquer praça de touros, não por serem bruxas ou bruxos, mas por serem contra um espectáculo bárbaro, cruel, inculto, incivilizado e próprio de gente que ainda vive na época medieval.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

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