Publicado por: protouro | 12 de Agosto de 2012

A República Portuguesa das Bananas Entregue ao Lobbie Fascistóide Tauromáquico

O autarca de Viana do Castelo é um dos poucos autarcas verticais deste país. Não se vergou ao lobbie tauromáquico e indeferiu o pedido de licença para a realização de uma tourada numa praça portátil. E fê-lo dentro dos poderes que a lei de licenciamento de espectáculos lhe confere.

Mas, os novos ditadores deste país, que dão pelo nome de “prótoiro”, entraram com uma injunção para conseguirem desse modo realizar a dita tourada.

Para os órgãos de comunicação social, um elemento do grupelho “prótoiro”, afirmou: “o tribunal “entendeu que estaria em perigo o exercício de um direito cultural”, pelo que “autorizou a instalação da praça”.

Exercício de um direito cultural??????

Torturar animais num espectáculo público é um direito cultural!!!

Numa república das bananas talvez seja, agora num país estado membro da União Europeia , não é um direito, nem nunca será porque torturar animais não é cultura, é barbárie, é próprio de pessoas incultas e incivilizadas.

São decisões como a deste tribunal que levam os cidadãos a considerar que a justiça neste país é uma anedota.

Em termos simples, uma providência cautelar é uma acção com carácter de urgência e que pode ser interposta sempre que alguém mostre um fundado receio de que outrem cause uma lesão ou um dano de difícil reparação.

Onde é que está a lesão ou o dano de difícil reparação neste caso. A licença foi recusada e fundamentada. Que lesão ou dano é que os pró-touradas sofreram? O tal exercício do direito cultural?

A verdade é que o tal exercício do suposto direito cultural dos aficionados não está nem nunca esteve em perigo. A realidade é outra bem diferente, é o facto de quererem expandir o seu abjecto negócio ao norte do país, porque no sul e no centro as praças não enchem e as touradas diminuiram. E infelizmente muitas câmaras a norte não tiveram a verticalidade da C.M. de Viana e autorizaram touradas.
Outras recusaram e eles não entraram com nenhuma providência cautelar reclamando que o exercício do “direito cultural” estava em perigo.

Viana do Castelo é um espinho atravessado na garganta desta gente por ter proíbido touradas há três anos atrás e como tal um alvo a abater.

Vivemos num país onde proliferam corruptores, corrompidos, canalhas e miseráveis, onde muitas das leis que existem são letra morta e como se isso não fosse bastante, agora vivemos num país onde uma minoria de torturadores de animais ditam à maioria aquilo que eles afirmam que é arte, cultura e tradição.
Menos de 10% da população deste país arroga-se o direito de ditar à maioria o que eles gostam! Isto tem um nome fascismo.

Quem é que deu o direito a este grupelho de ditar à maioria da população o que eles gostam? Os governantes e os legisladores.

Prótouro

Pelos touros em liberdade

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Responses

  1. Parabéns pelo texto!
    Cortem os subsídios ao sadismo, não há desculpas para isto continuar. A maioria do povo português não gosta de ver animais a sofrer.


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