Publicado por: protouro | 28 de Julho de 2012

Civilón, Culebro e Caipirote – Mais Romeritos

Consideramos extradordinário que os aficionados, na sua luta contra moinhos de vento, ou seja tentando justificar que o touro de lide nasceu para a luta e para morrer nessa luta, nos continuem a oferecer de bandeja histórias que provam exactamente o contrário. Histórias que provam que os touros de lide não são agressivos, porque simplesmente são animais herbívoros, ruminantes, que só querem pastar nos seus campos em paz e em manada.

Romerito e Fadjen não são casos únicos, existem outras histórias e outros touros que estabeleceram relações de amizade com homens.

Civilón

Um touro que numa das sua lutas com outros touros acabou ferido. Uma ferida no pescoço que demorou vários meses a curar.

A filha do ganadeiro, Carmelina Cobaled, uma criança de 7 anos de idade, que acompanhava com frequência as tarefas da ganadaria, começou a familiarizar-se com o touro.

Um dia a criança chamou-o: “Civilón, Civilón, anda cá…”. O touro levantou a cabeça, e olhou para a criança. Um dos pastores avisou-a: “Fica quieta, o touro vai atacar”. Mas Carmelina insistiu e chamou de novo: “Civilón, pobre Civilón anda cá que eu trato de ti…”. O touro acercou-se da criança e deixou-se acariciar. Depois deixou-se acariciar pelos irmãos de Carmelina e por todas as pessoas que se acercavam dele.

Civilón mesmo contra todos os protestos de Carmelina foi vendido para uma tourada em 1936. Acabou indultado, mas nunca voltou ao campo porque entretanto tinha começado a Guerra Civil Espanhola. Foi morto e a sua carne dada aos soldados milicianos.

Civilón e Carmelina

Culebro

Segundo reza a história, Culebro foi indultado na antiga praça de touros de La Barceloneta. Culebro pertencia à vacada de Andrés García. Culebro, foi um touro que sobrou de uma corrida que teve lugar em 1888. Durante a sua larga estadia nos currais de La Barceloneta, Serafín Grego y Salisachs (Salerito) enamorou-se do touro. Começou por o acariciar. Depois começou a alimentá-lo à mão. Em Setembro de 1889, Culebro, foi sorteado para ocupar o quinto lugar na corrida de touros. A pedido do público, foi indultado. Salerito, emocionado, chamou o touro, este reconhecendo a sua voz, correu para ele e deixou-se acariciar entre o espanto dos espectadores que se encontravam na praça de touros.

Caipirote

Em 1897 o cavaleiro tauromáquico Bento de Araújo levou para o Brasil onde foi actuar, um toiro a que deram o nome de “Capirote”. Foi comprado ao Dr. Guisado, ganadeiro de Coruche.

Na caravana foi também Manuel Gentil, sapateiro de profissão que passava diariamente pelo cerrado onde o “Capirote” se encontrava. Acercava-se da vedação, chamava o toiro pelo seu nome e ele lá vinha docilmente receber as carícias e comer à mão a fava, a aveia e os pedaços de melão que lhe eram oferecidos. Lentamente o animal foi-se afeiçoando ao Gentil e este a ele.

No Brasil o “Capirote” foi lidado cerca de 30 vezes e foram inúmeras as ocasiões propícias a um maior estreitamento desta estranha amizade.

Tão seguro dela estava o Gentil que um dia, mesmo sem autorização do cavaleiro, no fim da lide, saltou à arena e chamou o toiro. Este, reconhecendo-lhe a voz, aproximou-se calmamente.

Manuel Gentil então deu-lhe de comer, ao mesmo tempo que lhe tirava a ferragem que lhe tinham cravado no cachaço. Desembolou-o depois e, por fim, abraçando-o pelo pescoço, conduziu-o para os currais.

Em 1907 porém, já muito velho e cego, o “Capirote” deixou esta vida, morrendo anonimamente no matadouro de Vila Franca de Xira.

Quantas destas histórias existem meus senhores para provar que estes animais não nasceram para serem torturados e mortos em praças de touros? Provavelmente muitas mais.

E não senhores aficionados estas histórias não demonstram que: “O toiro reconhece que nasceu para o que lhe estão a fazer. Intuí o que o homem espera dele. Por isso marra, agride, entra no jogo que lhe destinaram. Investe contra os que o provocam, “sabe” que é o seu dever. Que é isso que esperam dele. Foi para isso que o criaram”, como afirma um ex-forcado.

Estas histórias, provam que o touro de lide, não é um animal agressivo como vocês afirmam e que quando investe o faz única e simplesmente para se defender de uma agressão.

Prótouro

Pelos touros em liberdade

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