Publicado por: protouro | 5 de Julho de 2012

Os Eleitos da Nação no seu Pior!

Ontem discutiram-se na Assembleia da República dois projectos de lei do BE e um dos Verdes relativos a touradas.

Nenhum destes projectos tem como finalidade a abolição das touradas, infelizmente. Desgraçadamente todos serão chumbados.

Já sabemos que no contexto actual e segundo os proponentes dos referidos projectos, não é oportuno, propôr a abolição das touradas.

De facto ao ler e ouvir o que certos políticos afirmam, discutir a abolição nunca será possível, com a maioria dos deputados que temos.

Um dos projectos visa terminar com a escandaleira que são os dinheiros públicos dados à indústria tauromáquica, e os senhores deputados da Nação, sabem que a maioria dos portugueses querem ver esses milhões canalizados para as suas necessidades mais prementes, como sejam saúde, educação e emprego.

Os outros têm a ver com a limitação de touradas no canal público de televisão que uma vez mais todos nós pagamos. E pagamos para que o canal público pague os direitos de transmissão das ditas cujas, os patrocínios e etc. Mais uns milhões que deveriam ser empregues noutras áreas isto para já não falarmos, do quão nocivo é que crianças assistam a programas de violência contra animais, que muitas das vezes são transmitidos em horário infantil.

E não nos venham dizer que existe um telecomando para mudar de canal. Não cola meus senhores e minhas senhoras. Quantas e quantas vezes as crianças se encontram sozinhas em frente a um televisor, com o controle do dito comando, mudando de canal! Quantas dessas vezes estará presente um adulto para lhes explicar a violência contida nessas imagens?

Senhora deputada Ivete Silva do PSD, a tauromaquia não é parte integrante do património cultural português! A tauromaquia pode ser quanto muito, parte integrante do património cultural de certos portugueses, mas não da maioria que não se revê nessas práticas medievais e próprias de países pouco civilizados. E não senhora deputada a sua e a nossa liberdade não termina quando começa a dos outros. A sua e a nossa liberdade terminam quando a liberdade de outrém está em causa, e a liberdade de outrém, é a de um ser senciente tal como a senhora a não ser torturado num espectáculo público e também televisionado.

Senhor deputado Paulo Sá, para si e para o seu partido, não é acertado limitar ou proibir as touradas por via legal no nosso país! Ou seja nós PCP lavamos as nossas mãos tal como Pôncios Pilatos. Para os senhores a tortura de um animal pode continuar ad eternum. A sua afirmação não espanta ninguém especialmente se tivermos em conta que a autarquia de Barrancos, onde os touros de morte são excepção, é conduzida por um autarca do vosso partido.

Senhor deputado Sérgio Sousa Pinto, os deputados “não devem tentar capturar a lei para o seu lado”!!!
Explique-nos se possível com um desenho o que quer dizer com semelhante afirmação, porque por muito que tentemos não comprendemos.
Há quem afirme que quanto mais vácuo um político é mais possibilidade tem de se tornar um líder.
Valha-nos o seu colega Pedro Delgado Alves que teve a coragem de afirmar que não partilha a sua nublosa afirmação.

Quisemos deixar, propositamente para o fim, as afirmações da deputada do CDS-PP e perceberão porquê.

Senhora deputada Margarida Neto, a tauromaquia não é criação cultural e muito menos promoção nacional. Criação cultural é uma obra de arte, um livro, uma peça de teatro, etc. A tortura de um animal num espectáculo não é nem nunca será uma criação cultural. Quanto à promoção nacional, se acha que as touradas promovem que o que é nacional é bom, está muito enganada. Os turistas que visitam o nosso país evitam visitar cidades ou vilas que promovem estes espectáculos. E se por acaso são enganados, com um bilhete para touradas, inserido num qualquer pacote turistíco, vão uma vez e nunca mais voltam.
A sua intervenção no debate insultou a maioria dos portugueses que são contra o uso e abuso de animais em espectáculos e agrediu psicologicamente qualquer pessoa minimamente culta. Foi sem dúvida um digna representante do seu partido o qual pugna e louva as tradições mais rançosas deste país.

Infelizmente temos que admitir que são poucos os deputados neste parlamento que realmente defendem os animais como seres sencientes e para esses sejam de que partido forem, o nosso aplauso e bem hajam.

Quanto aos restantes continuam e continuarão a representar uma das coisas que o nosso país de pior tem, as touradas.

Prótouro

Pelos touros em liberdade

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